quarta-feira, 30 de abril de 2014

MELHOR É IMPOSSÍVEL | "Governo aumenta IVA para os 23,25% e agrava Taxa Social Única". Vem nos jornais. 
Está tudo a correr pelo melhor. Ainda bem que Pires de Lima foi para ministro. Ainda bem que Mota Soares é ministro. Ainda bem que Portas foi irrevogável. Ainda bem que temos quem nos defenda dos malefícios da troika apátrida. Ainda bem que temos quem cuide de nós. Obrigadinho, ó chefes.

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MAS NEM TODOS OS MACACOS GOSTAM DE BANANA | A ideia é boa e apresenta-se bem. Mas parece que agora veio a descobrir-se que aquilo não passava de campanha publicitária. Tudo bem na mesma. Mas é por esta e por outras que eu não alinho em futebóis. Tudo ali é falso e azeiteiro. Ok, a bola é redonda e tudo é possível. Então para quê tanto pensador/comentador, tanto amigo dos pobrezinhos com televisões atrás, e até já há santinhos que curam adeptos. Divirtam-se, vivam acima de todas as possibilidades, mas não chateiem com manteiguices parvas. Somos todos macacos. Claro, e então?
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BANHA DA COBRA | Estamos naquela fase em que o prestimoso Governo de Portugal promete a lua e o sol ao mesmo tempo. A troika já não faz o que muito bem entende, não senhor. O nosso esforçado governo não é assim uma Maria-vai-com-as-outras. Não vai haver aumento de impostos nem que a vaca ladre. Podem mesmo baixar. Até estão a pensar fazer umas adaptações favoráveis ao pessoal. Vão aumentar o salário mínimo, por exemplo. Estão a criar emprego e a desenvolver a economia. A emigração foi uma excelente sugestão do primeiro-ministro. Há um batalhão de comentadores amestrados que não se cala com o sucesso das cantigas de encantar. O Grande Festival da Austeridade conquista todos os palcos e proclama o êxito. Isto está a correr tão bem que até mete impressão. Mas tudo o que é demais enjoa. É preciso mudar. Primeiro na Europa e depois aqui no rectângulo. Assim, com esta apologia do ajuste sem preocupações com as vidas das pessoas, não vamos lá. As eleições europeias podem ser um primeiro passo. Um passo em frente pelo fim desta delinquência política.
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segunda-feira, 28 de abril de 2014

RUI MESQUITA | Morreu-me um amigo. Morremos um bocadinho com estas mortes. Andamos a morrer. É inevitável, eu sei. Mas dói. Muito. 
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sábado, 26 de abril de 2014

MULHERES DE ABRIL | Uma grande série que ilustra bem um importante período da nossa vida. Um grupo de mulheres comemora em simultâneo o aniversário pessoal de uma delas e o próprio aniversário do 25 de Abril. Há umas fantasias de circunstância, mas sem exageros. Bom texto. Sem trocadilhos parvos, nem palhaçadas fúteis. O preconceito ficou no tinteiro. Os desempenhos são irrepreensíveis. Um trabalho a ver que marca esta comemoração dos 40 anos da revolução de Abril. Passou na RTP-1. 
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

HOJE É O PRIMEIRO DIA DO RESTO DA TUA VIDA 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Troika virá duas vezes por ano a Portugal até 2038 
DN - economia 

CONTOS DA NORMALIDADE ANORMAL | Tudo isto é muitíssimo normal. Seremos vigiados como delinquentes financeiros até 2038. Leram bem: 2038. Estão bem a ver o que esta gente anda a preparar, não estão? É a saída limpa. Uma limpeza. Seremos bichinhos de conta destes antropólogos de supermercado. É claro que vamos cair da paciência abaixo, mas até lá…
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terça-feira, 22 de abril de 2014

CARLOS CALVET | Nome de referência na Pintura Portuguesa. Um grande artista que desaparece. Obra a ver e rever. 
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GABRIEL GARCIA MARQUÉZ CÁ NA CASA | A exposição de André Carrilho, na Casa Da Cultura | Setúbal, tem novo trabalho. O "retrato" do escritor acompanha os outros vinte desenhos que povoam as paredes da Casa. André Carrilho ilustrou a passagem de Garcia Márquez por Portugal na altura em que a democracia dava os primeiros passos. Homenageamos assim o grande escritor e também a democracia portuguesa, pois claro. Tal como ele gostaria. Vale a pena aparecerem por cá, e visitarem esta aldeia de grandes figuras e de alguns figurões. Apareçam. 

ANDRÉ CARRILHO | 
ESTADO DE GRAÇA 
CASA DA CULTURA | SETÚBAL
ATÉ 11 DE MAIO

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

A REALIDADE MATA | Existe uma nação onde tudo está a correr bem. Não há fome, nem ajustamentos financeiros forçados, nem tristeza. As manifestações de regozijo sucedem-se. O seu povo não cabe em si de contente. Os noticiários e os debates televisivos não falam de outra coisa. A felicidade existe. É tão bom vencer. Não, não é a nação Portugal. Essa que se foda.
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OS MILITARES E A REVOLTA | Este livro conta como foi o envolvimento dos militares no movimento que resultou no derrube da ditadura. Está lá contado o motivo que levou à escolha de Grândola, Vila Morena como a senha de confirmação para o avanço das tropas. Luísa Tiago de Oliveiraconta e organiza as histórias de quem esteve por perto. Dentro, mesmo.João Madeira vai apresentar a obra. Opinião de um historiador que sabe muito bem o que se passou. É já na próxima sexta-feira, dia em que se comemora o fim do regime simplesmente "autoritário", como pretendem alguns. Ao contrário do que sugerem os arautos das inevitabilidades, é preciso não esquecer que houve tortura e morte violenta.
Apareçam.

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domingo, 20 de abril de 2014

O BORREGO FOI JANTAR COM O COELHINHO E GOSTOU MUITO | A quem acredita que há muitos anos, num reino distante, houve um senhor que ressuscitou uns dias depois de ter sido pendurado numa cruz de madeira, desejo uma boa comemoração. Aos outros, os que como eu não acreditam em fantasias natais nem pascais e apenas adaptam as referidas datas comemorativas para conviver com os que acreditam, uma boa comemoração também. É que a páscoa — ao contrário do natal — não é quando um homem quiser. Não é todos os dias que se dá uma ressurreição. Eu, assim de repente não me lembro de nenhuma. Mas o borrego existe e sabe bem para caraças. O pior é a malta vegetariana. Eh pá, não sejam impertinentes. Comam só as batatas. E divirtam-se. Com as ressurreições dos outros podemos nós bem.
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sábado, 19 de abril de 2014

FALAR ONDE FOR PRECISO | A democracia permitiu-nos comunicar. Há quem fale em exageros. Como se a gente falar uns com os outros, sem tolhimentos, seja atropelo. O regime cinzento e triste que durante quarenta e oito anos reprimiu e agrediu gente com vontade de ter voz, já fedia. A paisagem política estava podre. Era bisonho, o panorama cultural. Em democracia as paredes foram voz dos que guardavam paletas de cores para aplicar. Haviam pensamentos e sinais de revolta para ilustrar. As paredes foram as telas de gente que queria dizer por cores e palavras o que andou escondido durante muito tempo. Muito tempo mesmo. Estes murais estão longe das expressões tecnicamente mais competentes que hoje cobrem as paredes das cidades. Muitas de gosto bastante duvidoso. Eram expressões expontâneas que exprimiam vontades colectivas. Sem necessidade de exibições pessoais. Hoje, sábado, Manuel Augusto Araujo vai mostrar imagens que coloriram as paredes portuguesas. E eu vou conversar com ele. Coisas Muito cá de casa na Casa Da Cultura. Vamos estar por lá a partir das dez da noite. É sempre bom trocarmos ideias. Sobre este e muitos outros assuntos. É bom vivermos em liberdade.
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sexta-feira, 18 de abril de 2014

OS PATARECOS | Pires de Lima entrou na fase das hipérboles. Portugal já não é o patinho feio da Europa. Passou a cisne elegante. 
Já alguém lhe terá falado no canto do cisne?
Não há pachorra para estes patos marrecos. Ou serão patos bravos?
Notícia RR
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quinta-feira, 17 de abril de 2014

REALISMO MÁGICO | Foi jornalista, tornou-se posteriormente a voz de uma expressão literária magnífica. Mágica. Há uma obra extraordinária que fica. Cem Anos de Solidão é um marco. Mas todas as páginas que escreveu não deixarão esquecer este escritor único. 
Muito obrigado, senhor Gabriel García Márquez.

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PORTUGAL É TÃO PORREIRINHO | Aquela senhora com ar de tontinha que é a segunda figura do Estado foi à Associação 25 de Abril falar com Vasco Lourenço. Andava incomodada por ter "inconseguido"comunicar de maneira normal aquela comunicação sobre a participação ou não dos militares nas comemorações dos quarenta anos da revolução de Abril. Tanto "inconseguimento" é demais. Uma pobre reformada não aguenta tanta pressão. Meteu-se a caminho, e lá conseguiu o que queria. Parece que não fopi difícil. Parece que o responsável pela Associação alcançada ficou satisfeito com a visita. Afinal não havia zanga nenhuma, não senhora. Que bom. Portugal é assim: porreirinho. Alguém me indica o caminho de saída desta choldra?
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terça-feira, 15 de abril de 2014

O TEMPO DOS BANDIDOS | Não vi a entrevista que o esforçado Gomes Ferreira da SIC fez a Passos de São Bento. O fígado não mo permite. Mas estou a ouvir os comentadores na SIC-N e fico a perceber que aquilo foi uma espécie de lavagem aos cérebros mal encenada. António José Teixeira, Graça Franco, Miguel SousaTavares e Pedro Santos Guerreiro concordam na falência da prestação do histórico cortador de direitos. Parece que o homem não respondeu a questões importantes e vangloriou-se de grosserias indecorosas. Todos os partidos com assento parlamentar realçaram a falta de esperança transmitida e a fuga às grandes questões. Só mesmo o cretino do chefe de bancada deste partido de malfeitores achou a prestação um sucesso. E também um rapazito que o CDS/PP mandou para o estrado das declarações. Aproveitemos as próximas eleições para dizermos a estes energúmenos o que pensamos: chega. Desandem daqui para fora.
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OLHA QUE DOIS | Gomes Ferreira da SIC-N foi conversar com Passos Coelho de São Bento. Junta-se a fome com a vontade de comer. E eu vou mas é jantar. Estes dois que se lixem.
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FALAR ONDE FOR PRECISO | A democracia permitiu-nos comunicar. Houve quem falasse em exageros. Como se a gente falar uns com os outros sem tolhimentos fosse atropelo. O regime cinzento já fedia. Em democracia as paredes tiveram voz. Eram a expressão de gente que queria dizer por cores e palavras o que teve de andar escondido durante muito tempo. No próximo sábado o Manuel Augusto Araujo vai mostrar imagens que coloriram as paredes portuguesas. E eu vou conversar com ele. Coisas Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | Setúbal. Apareçam.
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JÁ QUE ESTAMOS COM A MÃO NA MASSA…
UM POVO QUE GOSTA DE SOFRER? | Uma grande percentagem de portugueses que responderam a um inquérito sobre a seriedade na política, concorda que os políticos da ditadura eram mais honestos e sérios. Estas revelações tiram-me do sério. Estes inquéritos merdosos valem o que valem: nada. Mas as respostas causam preocupação. Os políticos do Estado Novo eram naturalmente desonestos. Protegiam-se uns aos outros e eram protegidos pelo sacerdote do proteccionismo, o filho da puta maior: António de Oliveira Salazar. Não há seriedade numa ditadura. A não ser a séria aplicação da repressão. Quem acha que a ditadura era frequentável é quem não tem a mínima curiosidade intelectual, nem tem a mínima noção do que é viver em sociedade. Há quem exclame que sempre disse o que entendeu e não sofreu nada com isso. Resta acrescentar que quem isto diz nunca tem nada para dizer, ou então diz o que os regimes repressivos querem ouvir. Coisas do tipo: "a política é para os políticos" ou "deixem-nos governar". E uma ditadura não proíbe apenas o que se diz, proíbe o que se quer conhecer. Proíbe tudo o que coloca em risco os privilégios dos que proíbem. O que os políticos actualmente no poder defendem é excessivamente mau. Muito próximo do que defendiam os fascistas depostos em 25 de Abril de 1974. O que os portugueses interrogados neste inquérito defendem causa preocupação. Tenho vergonha de uns e de outros.
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segunda-feira, 14 de abril de 2014

A EXCELÊNCIA DO POBREZINHO MAS HONRADOO PPD/PSD é o partido herdeiro natural do regime deposto há quarenta anos. Cavaco até preencheu formulário da PIDE. Já em democracia proferiu surtidas aleivosias e favoreceu amigos. Como Presidente, referiu o 10 de Junho como sendo o Dia da Raça. O desastre é frequente. Passos fala em ir ao pote, sugere emigração para quem não está bem, favorece amigos pouco recomendáveis e promete honrada pobreza. Assunção Esteves é uma espécie de porteira da democracia. Só entra quem tiver livre trânsito. O acesso à Assembleia deve ser pensado. Um assessor de imprensa desata aos pontapés a um repórter e um comentador, membro do partido nas horas vagas, descendente de colaborador de Salazar, lamenta ter lá estado uma câmara televisiva a denunciar a coisa. Agora, Durão exalta a excelência do ensino salazarista. Quando se fala no eterno retorno do fascismo, fala-se das atitudes destas criaturas. Fala-se desta vontade de proibir e de elogiar a restrição. E quando se fala do divórcio das populações da política, fala-se na entrega de todo o poder de decisão a estes executores de todas as inevitabilidades. Uns executores disfarçados de políticos envernizados que só pensam em restringir vontades e liberdades dos outros. O verniz é de má qualidade, é certo. Estala ao primeiro raio de sol. Mas se eles não caem da cadeirinha estamos bem tramados. Que tal darmos um empurrão nas próximas eleições? E nas que se seguem?
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domingo, 13 de abril de 2014

SUAS EXCELÊNCIAS, OS ESCROQUES | Cultura de excelência no tempo da ditadura? Pois claro, suas excelências os serventuários do regime tinham preferência no acesso à excelência de que Barroso tem saudades. Apesar de excelência no ensino de então nem vê-la. A direita é sempre direita. Umas vezes tenta integrar-se na democracia, outras vezes esquece-se de todo por onde anda. Este anda por onde for preciso. É um salta-pocinhas situacionista. Um escroque, pois. E o país e o mundo estão entregues a estes videirinhos inclassificáveis.
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sábado, 12 de abril de 2014



ÁLVARO DIAS | Foi animador cultural, dirigente associativo, vereador na Câmara de Setúbal e empresário. Mais ou menos por esta ordem. Ele próprio justificava a sua actividade de empresário como algo que se lhe deparou como inevitável. Se era preciso criar uma empresa para desenvolver a sua actividade, então vamos lá formar a empresa. Percebo. Mas motivava-o acima de tudo a intervenção política. A necessidade de fazer desta vida uma prestação feliz. Em Janeiro deste ano tive o privilégio de colaborar na organização de uma exposição/homenagem que decorreu na Casa Da Cultura | Setúbal. Foi a vez de percebermos o seu trabalho como fotógrafo amador. Mais uma faceta em que não deixou de estar ao lado dos mais frágeis, denunciando por imagens as condições de vida pouco dignas em que viveram os do seu tempo, num tempo em que foi difícil denunciar fosse o que fosse. O senhor Álvaro morreu. No funeral estavam os seus amigos cúmplices nessa jornada de luta que se prolongou por uma vida inteira. Foi muito bom ter convivido consigo, senhor Álvaro. Muito obrigado por tudo.
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sexta-feira, 11 de abril de 2014

ANDRÉ CARRILHO TAMBÉM JÁ É CÁ DA CASA | Trabalha, desde 1992, como ilustrador, designer, animador e caricaturista, colaborando com prestigiadas publicações portuguesas e estrangeiras. 
Trabalhos seus já foram expostos nas mais exigentes salas do planeta. Portugal, Espanha, Brasil, França, República Checa e EUA receberam a visita dos seus desenhos. 
Recebeu vários prémios nacionais e internacionais. 
Em 2002 foi distinguido com o Gold Award para Portfolio de Ilustração pela Society for News Design (EUA), um dos mais importantes prémios de ilustração no panorama mundial. New York Times, The New Yorker, Vanity Fair, New York Magazine, Standpoint, Independent on Sunday, NZZ am Sonntag, Word Magazine, Harper’s Magazine e Diário de Notícias são alguns dos títulos em cujas páginas se podem encontrar trabalhos seus.
Em 2004 iniciou uma parceria de criação new media com o músico/programador Nuno Correia, baptizada Video Jack, que editou o CD/DVD Heat Seeker, divulgado amplamente no Reino Unido, França, Polónia, Estónia, Finlândia e Alemanha. Mais recentemente, a dupla realizou o projecto AVOL (Audio-Visual OnLine) a convite da Direcção Geral das Artes.
Em 2007 terminou a realização da curta-metragem de animação “Jantar em Lisboa”, com argumento de J. P. Simões.
Em 2008 criou com João Paulo Cotrim o projecto de cartoons animados Spam Cartoon, que conta com a participação dos ilustradores Cristina Sampaio e João Fazenda.
André Carrilho corre mundo. E há um mundo que percorre o trabalho do André. Trabalho atento à realidade que nos cerca 
e agride, interpretando essa realidade de uma maneira inteligente e perspicaz. 
Estado de Graça é o título da exposição que abre hoje, na Galeria da Casa da Cultura, em Setúbal, e que se manterá até 11 de Maio. 
É bom termos por cá o André e o seu mundo.
Apareçam. 
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quinta-feira, 10 de abril de 2014

GEPETO E O ADJUNTO DO SECRETÁRIO DE ESTADOA imagem da incompetência política estava estampada nas ventas destas duas criaturas. O do lado esquerdo calou-se de vez. O do lado direito falou como mestre-escola. "Quando minto cresce-me o nariz, como o Pinóquio", disse. Acrescentando, em tom de arrogante repreensão, que estava a falar "a sério". A ignorância do homem parecia completamente inocente. Não sei se os deputados permitiram a analfabeta injúria. Confesso que não aguento estas demonstrações de estupidez por muito tempo. É por isso que não vejo telenovelas nem concursos. Mas desde que ouvi Cavaco Silva citar José Afonso — eles comem tudo — para ilustrar uma imensa comezaina, que espero tudo destes iletrados. Somos governados e representados por perfeitas bestas quadradas. Mesmo.
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quarta-feira, 9 de abril de 2014

24 DE ABRIL SEMPRE! | PPD/PSD e CDS/PP não querem discursos de militares revoltosos no Parlamento. Direita não quer nem ouvir falar em militares de Abril. Surpresa? Nem por isso. Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.
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terça-feira, 8 de abril de 2014

OS AMIGOS | Não me acolhem grandes orgulhos. Pouca coisa me envaidece. Não sinto necessidade de me orgulhar de feitos e de atitudes de quem regista invulgar notoriedade. Não tenho orgulho em concidadãos só porque nasceram à minha beira. Mas tenho orgulho nos meus amigos. Os meus amigos são os melhores porque são os meus amigos. E há amigos que tornam a selecção bastante fácil. Sim, o rapaz da esquerda sou eu. Não, não é capachinho o que ostento no alto da cabeça. Esta fotografia foi tirada em casa de José Afonso, em Azeitão, em 1984, e regista um dos muitos encontros que tivemos. A imagem foi feita a partir de um registo do fotógrafo e cineasta Armando Reis. 
E pronto, fui apanhado: tenho um imenso orgulho nesta fotografia.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

ANDRÉ CARRILHO EM SETÚBAL | Os cartoons do André correm mundo. E há um mundo que percorre o trabalho do André. Trabalho atento à realidade que nos cerca e agride. Os trabalhos expostos interpretam essa realidade de uma maneira inteligente e perspicaz. André Carrilho vai estar em Setúbal na próxima sexta-feira e poderá explicar melhor o que acabo de alinhavar aqui. Apareçam e tragam a vossa curiosidade bem apurada.
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domingo, 6 de abril de 2014

PERIGO: LOMBA | Li isto e pensei: o homem não é tão burro como parece, logo só pode estar a gozar com o pagode. É que, mesmo puxando de todas as boas vontades do mundo, não é possível ler-se ou ouvir-se isto sem se largar uma valente gargalhada. Também existe a possibilidade de se entrar em compulsivo pranto. Esta gentalha é um perigo. Está em roda livre. Diz o que lhe vem à destrambelhada mona sem pingo de decoro. Já chega. Vão gozar com a a vossa original vontade de fazer merda. 
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Arrumo os livros; desfaço o saco e penduro a roupa nas costas das cadeiras. Um roupeiro é muito tempo.
Jorge Fallorca | Nem sempre a lápis, Tea For One, Lisboa, 2011.

sábado, 5 de abril de 2014

JORGE FALLORCA | O António Cabrita diz na sua página do facebook que gostava do Jorge Fallorca. Sei por este seu post que o Jorge morreu. Eu também gostava do Jorge Fallorca. 
O Cabrita formou a Íman, eu fiz a imagem da editora, e trabalhei com o Jorge em projectos editoriais. Depois disso fomos tropeçando por aí, em lançamentos e outros pretextos para encontros. Agora fica a boa recordação. E fica um trabalho na literatura digno de boa nota. Mas acima de tudo é mais um amigo que parte. Foi bom conhecer-te, Jorge. 
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sexta-feira, 4 de abril de 2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O REGRESSO A CASA | Harold Pinter pelos Artistas Unidos. Jorge Silva Melo e João Perry juntos em palco. Estreia hoje. Até já.
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É UM FILME, SEI LÁ | Estamos mesmo a atingir o pico da miséria. Miséria cultural a adicionar ao que infelizmente aí anda. Realizadores e produtores de cinema sujeitam-se à maior indigência cultural. Um livro medíocre dá argumento de filme e é exibido e visionado como objecto maior do cinema português. Parece que é para ganhar dinheiro. E parece que isso vai acontecer. O que quer dizer que vai ter público entusiasmado a ocorrer às salas. Triste. Miserável. Apetece citar João César Monteiro: o público português que se foda. E assim sucessivamente.
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DURÃO BURROSO | Anda aí grande burburinho em volta da entrevista de José Manuel Durão Barroso ao Expresso. Deixou tudo em polvorosa. Será que o presidente da Comissão Europeia foi tão leviano a tomar decisões em Bruxelas como o foi nesta conversa com Ricardo Costa? É muito provável que o tenha sido. A deselegância e a gabarolice deixam adivinhar o pior. E o resultado está à vista. 
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quarta-feira, 2 de abril de 2014

NÃO SERIA MELHOR PROIBIRMOS ESTAS LIBERDADES EXCESSIVAS? | A senhora dona Jonet voltou à sua prática preferida: o disparate. As redes sociais são os piores inimigos dos desempregados, diz. E acrescenta que o facebook os faz viver uma vida de ilusão. Há mais gente a defender que o povo não está preparado para comunicar nas redes sociais. Marinho Pinto e um padre que controla as comunicações da Igreja Católica denunciaram, em programa televisivo, essa incompetência popular. Há quarenta anos houve quem assegurasse que o povo não estava preparado para a liberdade e para a democracia. Há sempre uns iluminados que sabem como os outros devem ser e como se devem comportar. E é claro que sabem como faz mal a essa gente desempregada e maltrapilha o acesso a estas coisas que os fazem parecer iguais a eles, os que sabem como comportar-se. No tempo em que estas leviandades se proibiam é que era bom. Não era, senhora dona Jonet?
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terça-feira, 1 de abril de 2014

DAS COISAS NASCEM AS COISAS | Esta premissa foi desabafada por Bruno Munari em título de um livro seu. Munari teorizou e acrescentou ideias à ideia de design como meio de resolver problemas e encontrar soluções aplicáveis aos hábitos das pessoas. O design apresenta soluções. Não é disciplina artística, no sentido da produção criativa solitária, mas deve sim ser comunicação eficaz e motivadora. Ao propor a imagem para a Casa da Cultura, propus também uma ideia de programação que trouxesse a Setúbal nomes da Literatura e da História com destacado interesse no panorama nacional e até internacional. Por outro lado, as exposições na Galeria pretendem também mostrar obras de artistas visuais de referência. Nomes como João Francisco Vilhena, Flávio Andrade, José Nova, Rita Melo, Ricardo Crista, António Correia, José Ruy, Álvaro Dias, José de Lemos e António Jorge Gonçalves apresentaram os seus projectos pessoais nas paredes desta Casa. A próxima será de cartoons e caricaturas de André Carrilho, autor com reprodução em influentes meios de comunicação da esfera terrestre.
A par da programação para a Casa da terra, foi estabelecida parceria com a Casa Amadis, organização cultural de Montpellier. Pretende-se assim uma maior divulgação das obras dos artistas por cá expostos. A imagem promocional é inscrita nas grelhas em que assenta a estrutura gráfica da Casa da Cultura de Setúbal. Damos desta maneira a conhecer o que por cá se faz com todo o rigor comunicacional. Bendita Crise, de António Jorge Gonçalves é a primeira bola a sair do saco. Será mostra integrada no Festival L’Hérault Trait Libre Off, em Montpellier.
Para que a reciprocidade se cumpra, no próximo ano será apresentada em Setúbal uma importante exposição de fotógrafos franceses. É assim que das coisas nascem as coisas. E as coisas que se fazem devem ser reconhecidas em qualquer parte do mundo. O mundo não é assim tão pequeno. Há muita gente a desenvolver projectos que merecem a nossa atenção. É por esse chão que caminhamos. O chão do mundo é a nossa carpete mais confortável. 

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