sexta-feira, 30 de agosto de 2013

GOVERNO PRECISA-SE | Há um governo que finge não haver Constituição. Há um governo que pressiona, pela voz do próprio primeiro-ministro, um Tribunal Constitucional que, perante a afronta, sente obrigação de declarar que não vai em cantigas. Há um governo que continua em funções apesar da evidente delinquência. Há um governo?!
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

VOU ATÉ ALI | ... e já venho.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

AMIZADE E PASSADEIRAS VERMELHAS | Entende-se o pesar de Cavaco Silva pela morte de um seu colega, amigo e parceiro ideológico. Amigo é amigo. Mas não se entende o silêncio perante a morte que os incêndios estão a provocar, enlutando famílias e chocando-nos a todos. Para além de amigo dos seus pares, Cavaco Silva devia perceber que, para o bem e para o mal, desempenha outras funções que o obrigam a pronunciar-se e a actuar em todas as ocasiões que afectam ou distinguem portugueses. Cavaco Silva é Presidente da República. Ainda se lembra disso, senhor professor?
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domingo, 25 de agosto de 2013

Bom dia, Eduardo.
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sábado, 24 de agosto de 2013

TEATRO EM FESTA | O teatro interpreta a vida. Aperfeiçoa-a. A passagem do tempo é registada pela literatura. Pelo teatro. Ir ao teatro é fundamental para se perceber esse conflito. O teatro não faz sentido sem democracia. Nem que seja para lutar por ela. Setúbal vai estar com os palcos ao rubro. Vamos ao teatro. 
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A BEM DA NAÇÃO | Pires de Lima reflecte sobre a sua vida antes de ir para o governo. Tinha uma vida boa, diz. Mas não se lamenta. Destaca antes o espirito de missão. O homem anda a sofrer por nossa causa, mas não se importa nada com isso. É para nosso bem. Provavelmente quer que a gente lhe agradeça em coro. Estas luminárias não conseguem evitar o discurso manhoso. Não se enxergam. A música é sempre a mesma. Não têm vergonha de exibir a estafada cantoria do sofrimento a bem da Nação. Devem pensar que somos todos parvos. 
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PORTUGAL JÁ ESTÁ A ARDER | Morre vegetação, morre floresta, morrem animais. Mas, mais grave e insuportável, morre gente. Gente nova. Gente que faz falta. Gente que se dispõe a ser útil. Entretanto há quem não se importe de provocar a devastação. Provavelmente há quem se divirta com esta azáfama. Há seres humanos muito estranhos.
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NA RUA COM SARTORIALIST | Os bons ambientes urbanos.
Gente bonita no chão do mundo.
The Sartorialist
GENTE QUE SENTE | Cruzava-me com este senhor quase todos os dias, na Baixa de Lisboa. Às vezes a cadela saltava para o colo dele, e ali ficavam os dois à espera da generosidade dos passantes. Gostava de os ver. Eram os dois muito simpáticos.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

BESTAS NA ARENA | Passo pela televisão paga pelo erário público. Deparo com um deplorável espectáculo taurino. Parece que é a corrida TV. Está lá o inenarrável presidente da instituição e tudo. Um forcado cai por terra. Sai em maca. É aplaudido pelos aficcionados que estão na praça. Aquilo é festa de gente? Ok, já saí dali. Mas sinto-me envergonhado como pessoa. Deplorável. E fico por aqui. Não pretendo alimentar polémicas. Só discuto com seres humanos.
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FELICIDADE SAZONAL | O governo empolga-se com um crescimento que mais parece manutenção. A comunicação social televisiva colabora: a SIC vai buscar empresários de restaurantes que não se incomodam nada com o aumento do IVA. E há empresários hoteleiros em grande entusiasmo expansionista, vejam lá. Há exemplos de sucessos em barda. Este entusiasmo de plástico tenta fazer o impossível: esconder a situação dramática de milhares de portugueses. Empresários, empregados, desempregados, funcionários públicos, gente que trabalha e que não vê futuro para além do dia presente. A par da sua desairosa prestação, o governo porta-se como se não tivesse que dar satisfações a ninguém. Ninguém sabe o que vai para lá fazer Paulo Portas. Não se percebe como se vai articular com a ministra criada por Gepeto, já que foi por causa da senhora que Portas fez rebentar a recente crise. Isto não está a correr nada bem. E esta gente anda a brincar com isto tudo. 
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

TEATRO E ANIMAÇÃO | Carlos César fazia anos hoje, diz a Isabel Ganilho, no seu mural do facebook. A Isabel começou a trabalhar com ele logo nos primeiros tempos do TAS. Foi um mestre para aquela canalhada que queria saltar nos estrados. Conheci o César, a Isabel, o Buda, o Pompeu, o Nuno, a Mena, o António Piçarra, o João Carlos, a Manuela Couto, a Cristina Cavalinhos, o António Rosa, o Carlos Curto, o Asdrúbal, o João Victor, e o João Manuel no tempo em que este último me convidou para fazer a estética da peça O Juiz da Beira, de Gil Vicente. O juiz era o Carlos Rodrigues (Manel Bola), mas esse eu já conhecia de outras andanças. O César era, para além de actor e encenador, um animador irrequieto. Tudo fazia para que os seus projectos fossem recompensados. Viajei com ele algumas vezes de autocarro, de Setúbal para Lisboa. Conversávamos imenso. Nem sempre estávamos de acordo. Uma vez fomos de carro. Dei-lhe boleia. Ele ia para a Gulbenkian. Deixei-o na Avenida de Berna. Quando chegou disse-me: "és casmurro. A vida não é como a gente quer". Tal foi a discussão. Hoje continuo com a minha. Mas apetecia-me continuar a discussão com o César. Não pode ser. Muito obrigado por tudo: pela tua vida, que foi um grande teatro.
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DEUS ABENÇOE OS QUE NADA TÊM | Fernando Ruas distribui generosidade à porta das igrejas. Caridade cristã em acção. PS e CDS desconfiam da esmola. Ruas diz que sempre o fez e não tem explicações a dar. O ainda presidente da autarquia de Viseu limita-se a aplicar um estilo que é muito acarinhado pela direita. O PSD, que é tudo menos social-democrata, está minado de gente desta. Os seus líderes regionais portam-se como vulgares caciques salazarentos. E não têm vergonha de assumir atitudes que nada têm a ver com a democracia. Esta gente não presta. Ler notícia
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

CONFISSÃO | Confesso que estou sem pachorra nenhuma para o debate autárquico. Sempre que se aproximam rastreios deste calibre, lembro-me sempre de Manuel António Pina. Recordava ele que, quando lhe apareciam com um abaixo-assinado contra o fascismo, assinava logo. Perguntavam-lhe: mas... não lê? Não, respondia. Se leio já não assino. É o que me acontece com o que se está a passar na política em Portugal. Se me detenho em propostas, argumentos e apoiantes ridículos de candidatos que poderiam receber o meu apoio, tenho logo vontade de bazar daqui para fora. São tantos os dislates, as demonstrações de gosto duvidoso e as opiniões forçadas e sem sentido, que o apetite em apoiar fica próximo de ver as minhas tripas num prato. Mas as eleições existem. E ainda bem. Falaremos mais tarde.
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AOS LEGISLADORES DA TRETA | Por mor da actual lei, os partidos colocam os seus quadros autárquicos no tabuleiro do xadrez regional conforme a possibilidade que a tal lei lhes parece permitir. Todos sabemos o papelinho que isso tem sido. Não seria melhor deixarem os autarcas candidatarem-se nos seus locais de sempre até mijarem para as botas, em vez de andarem assim tipo saltimbancos de feira, de terra em terra, sujeitos a deliberações de tribunais que, pelo que parece, decidem conforme a cara do candidato? Ou uma coisa, ou outra. Assim não. Vejam lá isso. Ler notícia.
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OS TRAFULHAS | Há os cromos da direita troglodita que insistem em exercer e em fazer crescer o seu domínio. E depois há os cromos da direita, condenados e mesmo detidos que insistem em exercer o seu domínio procurando buracos na lei. Restam os tristes cromos que não desistem de apontar estes condenados como os autarcas insubstituíveis. São os modelos de fanfarrice. Há modelos que insistem sempre em desfilar na passerelle da trafulhice. Ler notícia.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

NO ATELIÊ | Mestre José Ruy esteve hoje no meu ateliê. Honra e privilégio. Veio trazer-me os originais que são a sua participação na exposição documental sobre a Culsete, que vai abrir dia 13 do próximo mês na Casa da Cultura, em Setúbal. Propus-lhe, assim como quem não quer a coisa, uma exposição do seu trabalho para o próximo ano na Casa. Concordou e delineou projecto. Então é assim: vamos mostrar a Peregrinação - a banda desenhada de josé Ruy que entusiasmou Fausto para o seu Por Este Rio Acima. Vamos ter exposição na Galeria e conversa Muito Cá de Casa.
A conversa de hoje foi também uma peregrinação. Uma viagem pelas artes gráficas desde a idade da pedra polida, como ele chama a um dos períodos em que começou a contar histórias desenhadas. Ficava ali a ouvi-lo o dia todo. Uma aula de mestre.
www.ddlx.pt
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Paulo Portas é um homem leal
Ângelo Correia
EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES | Eu também acho que o escorpião é um excelente animal doméstico.
A puta que os pariu. A todos.

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domingo, 18 de agosto de 2013

RESPONSABILIDADE E JUÍZO | Parece que Judite entrevistou um rapaz podre de rico e armou-se em defensora dos pobres e oprimidos. Parece que comunicou às revistas de ler e deitar fora que ia pedir o divórcio. É casada com o cromo que se candidata pela direita à Câmara de Lisboa. Não vi a entrevista. Não leio revistas de ler e deitar fora. Mas parece-me que tudo isto são assuntos de família que nada têm a ver com as pessoas. Assim de repente só espero que Judite continue muito feliz nos programas que eu não vejo. E que Seara viva as suas paixões fora da Câmara de Lisboa. O que temos nós a ver com a vida dos outros?
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

GRUNHOS EM FESTA | Esta criatura está perdida num discurso que encetou na festa do Pontal - o inenarrável festim de abertura da temporada política do seu partido. Uma coisa sem pés nem cabeça. A criatura não tem noção do enfado do seu discurso. Fala pelos cotovelos. Fala no bom caminho. Parece que está tudo bem. Grandes desempenhos e a certeza de que tem razão. Sabe para onde quer ir e como fazê-lo. Fala como se soubesse o que está a dizer. E ainda há quem o aplauda. Ainda há quem não se importe de aparecer atrás da criatura a fazer a habitual figura de urso. Em fundo, vindos do exterior do recinto, ouvem-se gritos de revolta. Esta conversa é de facto muito revoltante.
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OS BEM AMADOSAs eleições autárquicas são daqui a um bocadinho. Mas continua a telenovela "Quem pode ser candidato". Há coisas que não se entendem. Que lei é esta que permite esta pouca vergonha? Que guião é este que anima aberturas de jornais televisivos e estimula argumentos de concorrentes que mais parecem saídos de um qualquer concurso televisivo manhoso? A lei foi feita por gente crescida? É gente crescida que se envolve nesta argumentação politicamente imberbe? 
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

SEMPRE FOI ASSIM | A coisa é explicada como se de uma economia doméstica se tratasse. É como nas nossas casas: se gastamos muito, não chega para pagar tudo, e chegamos ao fim do mês a ganir. O funcionamento do sistema é olvidado, por assim dizer. Os bancos estimularam grados empréstimos com vista a chorudos lucros. O Estado recorre ao senhor contribuinte sempre que a bolsa aperta. Os mercados comportam-se como malfeitores protegidos. A direita finge não entender que um país não é uma casa de pais, filhos e avós. Um país tem muitas famílias lá dentro. E uma família não se gere pelos princípios da economia de uma país: não tem um sugador serviço de finanças, nem contribuições para a segurança social. A proporção não existe. Chega de paralelismos aparvalhados. Para a direita a política serve para corrigir alguns atropelos dos poderosos. Manda quem paga. Obedece quem recebe. E deus protege os audazes, os que investem, os que correm riscos. Para esta gente a gente não conta. Há os ungidos pela graça do senhor, e há os outros, os desprotegidos que nunca se souberam governar. Eles, os protegidos, os escolhidos pelo divino, recorrem aos pagadores de sempre para resolverem as suas crises, mas isto é mesmo assim. Sempre foi assim. Aliás, para a direita a política é um assunto de família. Da família deles.
Tudo está a ser entregue aos muito grandes figurões que dominam o planeta. São esses que depois nos vão servir umas generosas migalhas. Contra este estado de coisas só existe uma solução: correr com a direita. A direita nunca fez avançar o mundo. Muito pelo contrário.
Não, não é tudo igual. Há diferenças substanciais. O discurso do inevitável é evitável. Nunca votei na direita, nunca votarei e espero sempre que os eleitores não façam o favor de premiar com o seu voto gente preocupada apenas com a sua performance.
Eleições são sempre alternativa. Esperança na mudança. É preciso votar na esquerda. Em massa. Sempre. Dizem muitos: ah, mas não sei quê, o Seguro é igual ao Passos. É? Então é porque também é de direita. E se assim for temos bom remédio. Manifestamo-nos contra e votamos em outra alternativa. Muitos de nós já o fazem há muito. O que faz falta agora é mandar Coelho, Portas, figurões e figurinhas que adoram microfones e câmaras de filmar para casa. É que qualquer dia não cabemos cá nós. É isso que eles estão a preparar. Esta crise foi criada para isso mesmo.
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COMUNICAÇÃO E COMÉDIAMaduro diz que os encontros com a imprensa a que o governo chamou briefings vão mudar logo que acabem as férias. Diz Maduro que é preciso evitar o ruído. Algo terá de mudar. Diz quem sabe que os briefings vão ser animados por profissionais de stand-up comedy. E o ministro da economia já garantiu a distribuição de "sumois" pelos brifados. Ah, também há os sábios. Brilhante. Comunicação, sabedoria e economia de mãos dadas. Assim é que é.
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

MADUROS E PODRES | Poiares Maduro diz que pressão sobre funcionários públicos seria inaceitável. Poiares, o papagaio no seu poleiro, diz o inaceitável. Estes maduros são inaceitáveis. Como é que vão despedir cem mil funcionários sem pressão? Os Poiares caem de maduros ao primeiro argumento manhoso. Manhosos.
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VIVA LA MUERTE | Para o inenarrável Mesquita Machado e seus rapazes. Sincera homenagem ao cónego das suas preferências. Deus abençoe os vossos actos. Que a eternidade vos forneça em dose reforçada o que tanto desejaram aos vossos inimigos. 
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O FASCISMO É UMA VÍBORA | A ligeireza de verão deu comigo espantado perante as exuberantes entretengas televisivas. Há locutores manhosos em barda. Cantorias ridículas. Anúncios de uma orgulhosa foleirice nacional. Concursos que levam ao rubro plateias de imbecis. Ainda há pouco andavam cobras à volta de umas raparigas que cantavam para anular o incómodo da presença dos répteis. Gente crescida assiste como se tudo isto fosse a coisa mais normal e divertida do mundo. O tempo de contemplação esvaiu-se rapidamente. Vim para as notícias online. Percebo então que o indescritível cónego Melo vai ter estátua na terra onde praticou as mais afamadas malfeitorias. Confesso que ainda pensei voltar para as cobras televisivas. Estamos no verão, ninguém leva a mal. E mal por mal, antes as víboras verdadeiras que a natureza nos reservou. Agora a sério: isto um dia ainda vai ser um lugar decente, não vai?
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Até logo.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

OS VULTOS DO GOVERNAMENTAL PENSAMENTO | Eu pensava que um briefing era outra coisa. Afinal é uma vulgar conferência de imprensa. Ou então... não. Provavelmente Lomba e Poiares queriam dar instruções e encaminhar a comunicação. Agora cagou-lhes o cão no caminho e o tal de briefing acabou. Esta gente pensa em muita coisa. Mas pensa tão mal...
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A PODRIDÃO COMO ATITUDE | Primeiro foi Machete, dos agora negócios estrangeiros. Agora é o secretário de Estado demitido que fala nos podres da política. Estes apodrecidos negociantes falam da política como se falassem de um catecismo lá de casa. Foram educados no respeito pelas "coisas importantes". Quem tem poder tem o poder de estar acima das leis. Acontece que com a democracia tudo mudou, mas eles, inebriados pelo passado serôdio, não pensaram ainda nisso. Continuam convencidos de que está tudo na mesma. É a obsessão pela subserviência, pelo poder do "sempre foi assim". Esta gente não presta. Para nada. E Machete, não se pode ir embora? Ou mesmo todos.
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Secretário de Estado Joaquim Pais Jorge pediu a demissão
INGRATIDÃO | Ele bem queria servir a nação, com zelo e competência, mas não o deixaram. Oposição ingrata, é o que é.
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terça-feira, 6 de agosto de 2013

PINTAR A MANTA | O País aguarda as explicações prometidas sobre as "inconsistências problemáticas" insinuadas atabalhoadamente por Pedro Lomba. O primeiro-ministro está a par de tudo, disse também Lomba. A esta hora está Manta Rota num reboliço. 
E não se pode demiti-los, simplesmente?

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OS TRAPALHÕES | O secretário de Estado do Tesouro mente e desmente como se fossemos todos tontinhos. Pedro Lomba tenta pôr água na fervura mas entorna a malga e estende-se ao comprido. Estamos perante o governo mais trapalhão de que há memória. Gente sem vergonha insiste na desvergonha. Esta choldra já nos envergonha a todos. Será que Cavaco está tão empenhado em manter os seus rapazes que não tem acção para os demitir? É um país que estão a destruir. Tenham juízo.
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

OS SENHORES COMENTADORES | Os comentadores (em férias e a opinar em mangas de camisa), condenam a ministra modelada por Gepeto por ter nomeado o secretário de Estado manhoso. Os descamisados comentadores exigem a demissão do homem. Os veraneantes opinadores ainda não perceberam que as coisas são mesmo assim.  É atitude conservadora fazer tudo o que está a ser feito. Ou seja, estimular o compadrio, o salve-se quem puder, o só não mama quem não pode. Estes senhores fazem o que podem para se protegerem. Crise? Pobreza? O que é isso? Os comentadores em calções lamentam que a ministra se tenha livrado de uma para se meter noutra. Mas livrou-se de quê?! Não está na cara que esta gente não tem problemas absolutamente nenhuns em esconder para manter? Os esclarecidos opinadores, mesmo em cuecas,  insistem em espalhar banalidades. É preciso apontar as raízes dos males. Analisar. Sempre. Mas tem de ser pago, é claro.
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REFRESCO | Próxima exposição a inaugurar dia 9 de agosto. Fotografias de Flávio Andrade. O texto que se segue é de José Miguel Sardo, e "retrata" muito bem estes excelentes trabalhos do Flávio. Convidados.

O PAÍS DO VERÃO

É um vasto território desértico, aberto, oficialmente, apenas 3 meses por ano. O tempo suficiente para que os estranhos hábitos e regras em vigor não se propaguem para lá da fronteira dos chapéus de sol. O tempo suficiente para não cair no hábito de ignorar horários e calendários, de saborear, a horas certas, a inconsciente futilidade dos dias úteis em gelados e bolachas americanas. Apenas três meses de época balnear, o tempo indispensável para que ninguém se aperceba que passou de uma rotina à outra, em contra mão ou contra a corrente, desde o primeiro momento em que decidiu tirar o relógio e descalçar os sapatos. 

A praia é o outro lado do espelho e ao mesmo tempo o reflexo, ensolarado, dos restantes 9 meses do ano. É horizonte para o homem que habita num rés do chão, bronzeado para a pálida funcionária pública, terapia de desporto ou de iodo para o sedentário empregado bancário, omega 3 para os carnívoros, tempo livre para os que nunca conseguem ter tempo, atividade para os que têm tempo de sobra. A praia é o avesso e o pesponto das cidades. Terreno de convívio no areal de subúrbio, terra de refúgio na baía selvagem (entre duas arribas) e de conquista na praia exótica perdida num destino distante.

Arrebatada aos pescadores, a praia é uma vitória do proletariado, a recompensa da classe média e um dos privilégios das classes altas. Um lugar ao sol para quem não quer ficar na sombra, uma sombra para evitar a insolação. Uma democracia balnear, sob o regime das marés que sobem e descem, do nascer e do pôr do sol, dominada pelo mercúrio dos termómetros e vigiada por três bandeiras coloridas que marcam o tempo que passa e o tempo que faz. Um território onde, e porque o prazer prolongado pode sempre provocar angústia - como o sol do meio-dia ou o mar da maré alta – a única autoridade vigente é um (nadador) salvador.

Neste cenário onde tudo tem de ser aquilo que parece, onde as fotografias de férias decalcam pessoas nos postais ilustrados e as fotografias documentais decalcam os postais ilustrados nas pessoas, é raro que um fotógrafo ouse passar por um simples mirone.

Em “Refresco”, o preto e branco é o elemento essencial dessa forma de “nudez” vislumbrada apenas por alguém atento, num ínfimo momento de desatenção, tão curto e diáfano como o famoso "raio verde" do pôr do sol. Sem cor nem outra distração, Flávio Andrade captura banhistas desatentos e despreocupados, aprisiona-os nos seus desejos mais íntimos e mais reprimidos de lazer, sob um sol de chumbo e dentro de um mar metálico. A preto e branco os corpos ofuscados são silhuetas, um buraco escavado na areia transforma-se numa sepultura, um homem e uma mulher dentro de água parecem ter sido abandonados num mar morto, a passeata de um sexagenário torna-se fuga para tentar despistar o olhar de um polícia de choque pintado numa parede.

Na encenação fotografada (e não na fotografia encenada) a areia parece condenada a cristalizar-se em betão fazendo adivinhar, ao longe, uma cidade. O mar torna-se espesso, alcatroado. Só os olhares e os gestos suspensos quebram a estranha melancolia do "negativo" dos dias de praia. Em todas as imagens sopra um silêncio ligeiro como uma brisa de verão, incapaz de despentear a pose dos que não posam para a fotografia.

A praia de "Refresco" é um território que toda a gente reconhece mas onde ninguém se revê. Uma imagem em 24 por segundo de um vídeo de férias. Uma recordação vaga de verão carregada dessa resignação que nos invade nos primeiros dias de agosto e da nostalgia dos primeiros chuviscos de inverno. Um refresco, conservado no congelador, como uma promessa de melhores dias de sol nesse território desértico, aberto, oficialmente, apenas 3 meses por ano.
José Miguel Sardo  | Jornalista 

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A HORA DOS BANDIDOS | Quando um dia for feita a história destes tempos que estamos a aguentar, os historiadores encontrarão facilmente uma designação para o imbróglio: O TEMPO DOS BANDIDOS. Provavelmente o historiador Rui Ramos não concordará, mas que se lixe a opinião do historiador Rui Ramos.
Ler artigo de Óscar Mascarenhas no DN.
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sábado, 3 de agosto de 2013


OS JARDINS DE CRISTINA | Colaborámos em vários trabalhos em que o ambiente e o paisagismo se encontram. Percebe-se a defesa da boa estética ambiental como atitude irrevogável. O ateliê de Cristina Castel-Branco é constituído por gente jovem e competente.
Agora ganha este prémio. Justo. 
Parabéns, Cristina. 

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JOSÉ AFONSO - 2 DE AGOSTO
| E lá foi assinalada a data do nascimento de José Afonso na Casa da Cultura, em Setúbal. A intervenção vai continuar. Com vista à concepção do Livro de Artista, irão sendo adicionadas outras participações. Luísa T
iago de Oliveira, Alice Brito e outros autores serão acrescentados ao rol. Até ao final do mês a edição estará concluída. Depois serão impressos 84 exemplares - referência aos 84 anos de José Afonso -, assinados por todos os autores, e colocados à vossa disposição por dez euros. A receita vai para a casa, ou seja, para a AJA. Será entretanto criado um mural aqui no facebook que funcionará como montra de vendas. Ponham-se a pau. Bom fim-de-
semana. 
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ALEGRIA DA CRIAÇÃO | José Afonso faria hoje 84 anos. O que representou para gerações de portugueses é incontornável. Faz falta? Faz. Mas o seu trabalho está junto de nós. Ele também, portanto. Um trabalho exemplar que inventou uma música portuguesa, quando apenas existiam uns sons roufenhos e tristes.
Os trabalhos que vou levar para o casarão da Cultura de Setúbal pretendem assinalar a data. Outros desenvolvimentos se seguirão. As coisas estarão por lá durante mais uns tempos e muito há ainda a acrescentar ao projecto. Falaremos sobre tudo o que se seguirá logo, a partir das 22 horas, no café da Artes e na Sala da Associação José Afonso. Convidados.
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PORTUGUÊS PARA TÓTÓS | Tem a estranha designação de Casa Olímpica da Língua Portuguesa, é qualquer coisa que tem a ver com os jogos olímpicos e existe no Brasil. Os brasileiros escolheram o doutor Miguel Relvas para dirigir aquilo ao mais alto nível. São conhecidos os atributos linguísticos de Relvas. Outra escolha não era esperada. A língua portuguesa fica assim em muito boas mãos. Atenção: isto não tem nada a ver com negócios do ex-ministro em terras brasileiras. É puro e simples reconhecimento intelectual. 
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ALEGIA DA CRIAÇÃO | Este trabalho é uma proposta para assinalar a data do nascimento de José Afonso. Será apresentado amanhã, dia 2, na sala da Associação José Afonso e no Café das Artes, na Casa da Cultura, em Setúbal. Trata-se de uma intervenção visual que tenho vindo a desenvolver nas últimas semanas. No início de setembro será apresentada uma publicação - livro de artista - que contará com a participação de vários convidados.
Alegria da criação é um tema de José Afonso, incluído no seu trabalho Galinhas do Mato, que foi o último disco que editou.
Da evolução deste projecto irei dando notícias nos próximos tempos. Convidados.

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