quarta-feira, 31 de julho de 2013

VERDADE E FANTASIA | Maria Luís Albuquerque é especialista em mentidos e desmentidos. A sua crispação é paralela à falta de vergonha. Associa a arrogância a um evidente mau estar com a democracia. Geralmente é assim. Associando a personagem a um herói universalmente ligado à mentira, diremos que a ministra é a Pinóquia dos nossos dias. Pelo menos parece feita pelo material usado por Gepeto: cara de pau não lhe falta.
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terça-feira, 30 de julho de 2013

CONFIANÇA NA DESGRAÇA | Ana Drago, na sua intervenção na AR a propósito da moção de confiança ao governo, depois de ter feito um historial das sinistras personagens sentadas na bancada: "Não é um governo que aqui se apresenta, senhor primeiro-ministro, mas sim um grupo de destroços". Excelente última intervenção da deputada no parlamento. Até sempre, Ana Drago.
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domingo, 28 de julho de 2013

SILLY SEASON | Este ano não há silly season. Em vez disso, o período que se avizinha vai ser de intensa reflexão semântica. A ministra das finanças, swaps e afins vai mergulhar na balbúrdia metafísica da relação verdade-mentira. Parece que as interpretações avultam. Mentir pode ser uma prova de patriotismo. E verdade é uma palavra estranha que se posiciona acima das nossas possibilidades. Também o "senador" (as aspas são de propósito) Rui Machete vai ter de explicar o que quer dizer a complexa palavra podridão. Para quem vem de contendas financeiras chorudas e mal explicadas, a palavra terá significados não perceptíveis pelos comuns dos cidadãos. Explique lá isso, homem. A um ministro dos negócios estrangeiros, mesmo de um governo manhoso como este, não fica bem a boçalidade. Há quem diga que Passos Coelho e Cavaco se inscreveram num curso intensivo de língua portuguesa. É preciso ter cuidado - palavras que não existem não devem ser pronunciadas por quem deve dar exemplos.
Preparem-se bem, caríssimos governantes. Leiam finalmente umas coisas. Talvez uns livros. Assegurem-se que não vão fazer as costumeiras figuras ridículas. É que a nossa pachorra está por um fio. Sabem o que quer dizer pachorra, não sabem?
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sexta-feira, 26 de julho de 2013

FIM DE LINHA | Há coisas que não passam com declarações de confiança. Há atitudes que denotam falta de sentido político. Provavelmente Passos Coelho acha que a política é um electrodoméstico que só serve para o que lhe dá jeito. Provavelmente foi o que aprendeu no curso intensivo que frequentou na JSD. Mas as coisas não são assim. Não podem ser. Manter a ministra das finanças em funções é uma superlativa falta de respeito pela prática da política. E uma evidente falta de vergonha. Esta senhora não pode estar onde está. Tem de se ir embora. Antes que se perca definitivamente o respeito pelo chamado governo da Nação. Ok, ok já ninguém os respeita, mas mesmo assim...
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VERDADE E CONSEQUÊNCIA | Lá dizia a minha avó Bia: Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo. Esta senhora assegura todas as condições para permanecer neste governo. 
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quarta-feira, 24 de julho de 2013

NEGÓCIOS... ESTRANGEIROS | Machete vai coberto de lama para o governo que Cavaco escolheu para salvar o país. Esteve ligado a negócios pouco recomendáveis da banca cá da terra, e geriu a Fundação Luso Americana de maneira que não agradou aos americanos. O novo ministro dos negócios estrangeiros está assim ligado a negócios nada recomendáveis. A gente sabe que Passos não quer saber disso para nada. São coisas que acontecem. A vida é como os interruptores: umas vezes para cima, outras vezes para baixo. O que interessa é que Rui Machete é uma reserva moral do PPD/PSD. Reserva moral?! (risos).
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terça-feira, 23 de julho de 2013

NÃO HÁ MORTE NEM PRINCÍPIO | Evocar a morte de alguém que deu relevo à sua existência é a coisa mais normal do mundo. Só se conhece o que de relevante alguém produziu quando a vida vai longa. Na hora da morte o reconhecimento é feito. Assinala-se com simpatia a passagem pela vida de quem nos refrescou a existência. Proponho desta vez que se assinale o nascimento de José Afonso com a alegria da descoberta das coisas novas. José Afonso viveu sempre em busca do começo. Do que é novo. Mário Dionísio dizia: Não há morte, nem princípio. Pois: há vida. É a vida que se comemora neste aniversário do nascimento de José Afonso.
Convidei alguns amigos para este projecto. O resultado destes encontros estará à vista no próximo dia 2 de Agosto. Até lá irei revelando aqui os enleios da coisa. Até sempre, que é como quem diz: até já.

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A ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS
FATIAS DE CÁ
A PARTIR DE TEXTO DE JOÃO AGUIAR

História de uma amizade, é também um retrato-caricatura do nosso tempo. Um homem que há muito passou da juventude e outro que a vive, aliam-se para construir um pequeno universo onde subsistem os velhos ritos e as superstições do passado. Porém, esse universo, não poderá resistir durante muito tempo ao mundo de hoje. É preciso encontrar uma saída. 

INTERPRETAÇÃO
Contador Carlos Carvalheiro ou José António Calixto
Gonçalo Nuno Humberto Machado
Zé da Pinta Mário Pais
Tio Albertino Nascimento Costa
Tia Genoveva Heloísa Oliveira
Pedro Luís José Manuel Moroso
Mafalda Alexandra Carvalho ou Isabel Lam
António Maravilhas Joaquim Guerreiro
Secretária da Junta Graça Pereira
Francisco Xavier António Aparício
Sofia Margarida Emília Batista

FATIAS DE CÁ 
Setúbal, Convento da Arrábida - Parque Natural da Arrábida - Azeitão
21 de julho a 18 de agosto. Domingos às 18h18 .
VERSÃO E ENCENAÇÃO Carlos Carvalheiro
PROTOCOLO Fundação Oriente
MÚSICA Mussorgsky [Quadros de uma Exposição] 

Reservas: www.fatiasdeca.net | reservas@fatiasdeca.net | tel: 960 303 991
Preço: 33,33 euros (inclui refeição e deslocação)
Observação: não é autorizado o estacionamento de carros na estrada de acesso ao Convento da Arrábida pelo que os espectadores terão de se deslocar no autocarro que o Fatias de Cá porá à disposição, com saída de Vila Nogueira de Azeitão (Caves José Maria da Fonseca - Casa Museu/Loja, Rua José Augusto Coelho 11-13) às 18h00.
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segunda-feira, 22 de julho de 2013

THANK YOU MY LORD

A santinha de Fátima ajudou no pontual cumprimento do memorando. O cardeal da capital, que é monárquico, ajudou na entronização do governo do Presidente. O Papa latino-americano vai abençoar o seu povo. E os herdeiros de sua magestade asseguram mediática descendência. Tudo gente simples, sem peneiras. Gente que existe para servir o seu povo. Com caridade. Afinal o mundo é tão perfeitinho. Basta haver fé. E respeitinho.
Imagem: Campo de refugiados. Ruanda. (Fotografia de Sebastião Salgado).
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VIRA O DISCO E TOCA O MESMO

Cavaco dá novo fôlego ao Governo. Alguém esperava outra música?!
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domingo, 21 de julho de 2013

CAVACO, CAGARRAS SELVAGENS E ENTENDIMENTOS

Seguro não alinhou na brincadeira de gosto duvidoso de Cavaco. Depois de o próprio Gaspar reconhecer que o seu plano falhou, era no mínimo surpreendente que o homem fosse aprovar o caminho de sempre de Passos Coelho. Só se surpreende com este desenlace quem ainda acredita no pai natal. O que estava em causa não era assim tão simples, como defendeu o então habitante das Ilhas Selvagens. O que estava em causa eram políticas. Ainda bem que ainda há quem não defenda apenas a superior necessidade de se fazerem continhas. Sempre contas de diminuir. Sempre a reduzir no mesmo sentido. E sempre com os mesmos penalizados.
Há no entanto uma pergunta que me assalta: se estamos em crise profunda, se andamos a toque de caixa ao ritmo dos nossos credores, se não temos dinheiro para mandar ladrar um cão de cego, o que é que foi o Presidente fazer para aquele rochedo que ninguém se lembrava que existe?! Tudo bem, mais centena e meia, menos centena e meia, não é por aí que a cagarra vai à malga, mas... e o exemplo? 
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sábado, 20 de julho de 2013

CONVERSAS FORA DO COMUM

Apesar de a noite pedir esplanada e bebidas frescas, uma curiosa plateia ouviu atentamente Teolinda Gersão ontem à noite na Casa da Cultura. Plateia que animou um muito interessante debate sobre as consequências da globalização nas mentalidades de hoje. O livro de Teolinda Gersão presta-se a estes enleios. Um livro que reflecte sobre tudo o que a mente humana entende ou faz por entender, só pode dar nisto. A escritora pôs nestas páginas muito do que a atormenta ou provoca momentos de felicidade. Mas estamos lá todos. Todos somos gente que anda por aí: falamos com os comerciantes, com os professores, com os taxistas, com os autarcas, com gente de esquerda, gente de direita e gente às riscas. Convivemos com os nossos pares. São muito bem passadas estas noites no casarão da cultura setubalense. Ou não estejam por lá a passar os nomes mais salientes das artes e letras lusas. Até à próxima.
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sexta-feira, 19 de julho de 2013

TEOLINDA GERSÃO EM SETÚBAL



Uma grande escritora vai estar na Casa da Cultura de Setúbal. Um intenso convívio literário espera-nos. E, parafraseando Bukowski, falar de literatura é falar da realidade. Da realidade aperfeiçoada.
Até já. Lá.

MUITO CÁ DE CASA
Com Teolinda Gersão.
Livro: Cadernos II - As águas livres
Casa da Cultura, Setúbal
Sexta-feira, dia 19 de Julho, 22 horas

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A VOZ DO DONO

A criatura combate como pode. É um extremoso defensor do indefectível. Um valoroso militante do neoliberalismo. As coisas são como são, ou seja, são como ele acha que são. Daí a postura de mestre-escola à antiga. Corrige convidados. Elucida sobre as grandes medidas governamentais. Tal como o Medina das contas de sumir. Tal como o Cantigas das contas de trazer por casa. Estes rapazes de ouvir-por-um-ouvido-e-esquecer-pelo-outro, acham que têm a economia na barriga. E empurram-na para a frente como se as pessoas - as pessoas, gente, ouviram? - não existissem. Ainda há quem os ouça. Há gente dura de ouvido.
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ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ

Teolinda Gersão interpreta assim a existência das gentes. 
Uma ideia pessimista em dia de lucidez. Aliás, este livro é um assombro de lucidez.
O encontro com Teolinda é já na próxima sexta-feira. Apareçam.

MUITO CÁ DE CASA
Com Teolinda Gersão.
Livro: Cadernos II - As águas livres
Casa da Cultura, Setúbal
Sexta-feira, dia 19 de Julho, 22 horas

quarta-feira, 17 de julho de 2013

E AGORA ALGO VERDADEIRAMENTE DEPRIMENTE

Um jornal percorre cento e vinte cinco anos para chegar aqui?!
Já nem falo de moral, livro de estilo ou apelos à decência. Não há mesmo limites. Estamos no patamar mais rasca da conquista de leitores. Isto é simplesmente deprimente. E triste.
 
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MUITO CÁ DE CASA

Teolinda Gersão entende a realidade de uma maneira que é só dela e descreve-a com a tranquilidade que este pequeno texto exibe. É uma grande escritora contemporânea. O livro que a traz à Casa da Cultura, em Setúbal, está todo preenchido com textos que contam histórias do dia, ou que são reflexões provocadas pelos dias que correm. E como eles correm. É um grande privilégio poder falar sobre isto tudo com a autora. E isso vai acontecer na próxima sexta-feira. Apareçam.

MUITO CÁ DE CASA 
Com Teolinda Gersão.
Cadernos II - As águas livres 
Casa da Cultura, Setúbal 
Sexta-feira, dia 19 de Julho, 22 horas

terça-feira, 16 de julho de 2013

O MARIALVISMO COMO ESPECTÁCULO E OUTRAS ALARVIDADES

Parece que este "piqueno" se chama João Moura e parece que é filho de um outro João Moura que parece que também é um valente que enfrenta olhos nos olhos a morte. A morte do touro, é claro, depois de ter sofrido a heróica estocada final. Há quem se divirta com estas anormalidades. Há quem chame valentia a isto. Há quem lhe chame arte. Até há quem tenha orgulho neste espectáculo deprimente.
Há gente para tudo.
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segunda-feira, 15 de julho de 2013

HITLER MORREU, MUSSOLINI TAMBÉM E ESTE NÃO ANDA NADA BEM

O labrego da fotografia comparou a primeira ministra negra da história da política italiana, Cecile Kyenge, a um orangotango. A senhora é Ministra para a Integração. O labrego é senador do partido anti-imigração da Liga Norte. Marinho Pinto, Alberto João Jardim ou Assunção Esteves ao lado de cromos desta estirpe parecem membros do coro da igreja de nossa senhora da crise. Esperemos que a crise não clame por gentalha deste catecismo. Já basta o que basta. Livra!
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TEOLINDA GERSÃO

A escritora vai estar nas conversas Muito Cá de Casa, na sexta-feira, dia 19 de julho. Vamos falar do seu mais recente livro, Cadernos II - Águas Livres. Moderação a cargo de António Ganhão (PNETLiteratura).
Sobre estas reflexões diz a autora:
"São cadernos espelhados uns nos outros, de algum modo autónomos, embora estejam interligados. Vêm de vários tempos, circunstâncias e lugares (como já acontecia em Cadernos I - Os guarda-chuvas cintulantes), podem encaixar-se como matrioscas ou fugir em todas as direcções como fagulhas. Formarão, eventualmente, no fim, uma constelação? Não tenho nehuma certeza. Até porque nunca os poderei dar por terminados, serão sempre um contínuo interrompido, folhas de papel à solta, voando ao sabor do vento, que não obedecem nem se deixam prender por mim. Pedaços de um mundo em que tropeço como se tropeçasse em pedras, que não têm outro sentido para além de existirem, puro acontecer, em estado bruto".
Convidados.
Apareçam.

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domingo, 14 de julho de 2013

VERDADE E ASSUNÇÃO

É claro que Assunção Esteves leu alguns parágrafos de alguns livros. Sucede que não tem grande jeito para aplicar essas aprendizagens à vida prática. Com Simone de Beauvoir deu-se algo de extraordinário: trocou tudo. Tornou vítimas em carrascos. Não percebeu nada. Ou percebeu, e então tendo em concordar com Nicolau Santos - a senhora não tem condições para ser presidente da casa onde se discute o nosso presente e futuro. Mas os exemplos de fúrias propondo eliminações e limites vão acontecendo entrecortadamente: suspensão da democracia para a aplicação de reformas, alteração de leis para que as coisas se façam sem atropelos, regras na aplicação do direito à greve e muito mais. Este disparate de limitar o acesso de pessoas às galerias da Assembleia da República é apenas uma vontade escondida pela direita. A direita quer limitar tudo. E às vezes foge-lhe a democracia para a chinela.
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

DIÁRIO DE UMA REFORMADA

A senhora dona Assunção não gosta de contrariedades. Quando a incomodam cita o autor que lhe parece dar mais jeito. Ou então qualquer coisa que lhe vem à cabeça. A senhora dona Assunção enganou-se na autora e na citação que escolheu para eliminar os adversários que a incomodam. Quer restringir entradas na casa que dirige. A senhora dona Assunção ainda não percebeu que a casa que dirige não é aquela casa muito famosa habitada por gente ridícula que se exibe num canal de televisão. Mas o que a senhora dona Assunção disse é ridículo. A sorte da senhora dona Assunção é que o ridículo não provoca expulsões. Se assim fosse onde já estaria aquela gente que pôs a senhora dona Assunção como manageira da casa.
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quinta-feira, 11 de julho de 2013

E AGORA?

Cavaco voltou à política. Analisou nada e propôs coisa nenhuma. Ninguém percebeu o que se vai seguir. Há governo? Não há governo? E se há governo, que governo? Aproximam-se dias complicados. E não se vislumbram soluções. Só complicações.
Dito isto, é claro que é melhor esta confusão à paz minada de armadilhas que Passos e Portas queriam construir. Os troca-tintas foram apeados. Provavelmente o Presidente esforçou-se. Foi o melhor que conseguiu arranjar. 
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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O GURU DELE PRÓPRIO


Depois desta merda deste livro ainda haverá quem leve esta coisa a sério? Este homenzinho é o chefe da financial opinião na SIC. Bem podiam limpar as mãos à parede.
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O PARAÍSO DOS LOUCOS

Ontem assisti a um debate na RTP-I entre Helena Garrido, Pedro Lains, António Costa (o economista) e César das Neves. Às tantas, o abominável César das Neves entrou em grande perturbação. Em grave estado de histeria. Há muito que não via uma tão ridícula demonstração de arrogância ao vivo. Não percebi muito bem se ele quer eliminar médicos, professores, funcionários de toda a espécie. Mas parece que vontade não lhe falta. Excessivamente mau. Não assisti até ao fim. Não aguentei. Não sei se o homem foi entretanto levado por uns senhores de bata branca. Nem quero saber. Como ele é muito católico, deus deve guardar-lhe um lugarzinho na nuvem dos loucos. A haver céu, estes casos têm de ser previstos, não é verdade? 
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terça-feira, 9 de julho de 2013

OS OPERACIONAIS

O que é mais preocupante nesta dança macabra da sinistra direita, é que as cadeiras são sempre ocupadas pelos mesmos. Os donos de Portugal são os mesmos há eras. Zangam-se quando a avidez de poder lhes escorrega pelo queixo. Às vezes fingem não ser de direita, mas passa-lhes depressa. Sempre foi assim. Antes de Abril era muito perigoso derrubar a ditadura. Havia sempre a situação pior: o inesperado. E as eleições sempre foram uma despesa supérflua. O reformado de Belém não se cansa de lamentar esse indesejado recurso. Os opinadores de serviço surgem sempre do nada para justificar as "medidas inevitáveis". É preciso estimular o medo no dia de amanhã. Tudo será pior se não for assim. É vê-los desfilar em defesa do "sistema". Medinas, Catrogas, Cantigas, Ferreiras, e mais o diabo que os carregue, aparecem sem descanso, em ladainhas de defesa dos seus eternos lugares no dito sistema. Borrifam-se nessa coisa incómoda chamada democracia. Eles é que sabem o que nos deve ser servido. Eles, os grandes conhecedores dos números. Os dominadores de toda a matéria económica. São eles que decretam a miséria dos outros. Os infalíveis mentalmente falidos. Os operacionais da inoperacionalidade. 
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segunda-feira, 8 de julho de 2013

PAZ E CONCÓRDIA

As imagens que nos chegam da missa de entronização do novo chefe católico são enternecedoras. Toda a gente feliz em torno do monárquico cardeal. O cardeal bem gostaria que nada tivesse mudado em 1910. Era tão bom que o bom povo fosse todo assim. Reconhecido e obrigado aos ungidos representantes do divino.
A protecção dos céus caia sobre as vossas iluminadas cabeças. Abençoados sejais.

Notícia Público
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domingo, 7 de julho de 2013

CULSETE EM FESTA

A Culsete faz 40 anos. Há festa rija. Começa agora. Parabéns.
Clicar para ampliar.

sábado, 6 de julho de 2013

IRREVOGABILIDADES

A demissão de Paulo Portas não se reduziu a uma mera discussão sobre semântica. Foi muito mais grave: causou prejuízos que deitaram por terra sacrifícios impostos às pessoas. Dizem hoje os jornais que também foi Portas o responsável directo pela interdição do avião de Morales. Essa atitude, causando um conflito com países nossos parceiros em chorudos negócios, pode causar prejuízos assustadores. Se recordarmos ainda o caso dos submarinos de sequeiro, chegamos à conclusão que Portas despreza a própria realidade em que acredita, sendo apenas um irresponsável egocêntrico com uma ambiciosa agenda pessoal.
Será que estes rigorosos governantes vão-nos pedir mais compreensão e miséria para corrigirem as demandas que protagonizam? E com que cara?

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ilustração de Luís Silva https://www.facebook.com/luis.silva.9849912

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A NOVA EXPOSIÇÃO DO ZÉ NOVA

A exposição de Zé Nova na Casa da Cultura abre daqui a pouco. 22 horas em ponto. Está um espectáculo. Há teatro, histórias de encantar e o famoso Heitor - o gato que tem a mania que é dono do seu dono. Uma divertida instalação que assinala mais um grande momento do casarão da cultura setubalense. Apareçam.
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O TEMPO DAS CEREJAS

Sou de um tempo em que a política servia para fazer avançar o mundo. Resolver os grandes conflitos dos seres humanos. Em democracia, a política permite que as pessoas possam contribuir para a preparação do seu futuro. Foi por isso que em Abril de 1974 ficámos muito contentes com a possibilidade de acesso a essas escadarias. O exercício da política ficou mais digno. Mas agora as coisas levaram uma volta no sentido contrário. Parece que, afinal, a possibilidade de contribuirmos para o exercício da política está acima das nossas possibilidades. Agora, os políticos profissionais - que o poderiam ser na mesma mesmo que não tivesse acontecido o tal Abril de 1974 -, garantem-nos a miséria e a instabilidade. Nem prometem mais nada. Tem de ser assim. Agora, a política é para os seus actores, que se desfazem em representações lamentáveis. São os novos palhaços, de um novo circo europeu, gerido por um profissional fornecido pela direita portuguesa (que orgulho!), e por uma megera, com a graça dos enterros, fornecida pela direita alemã. Pobres palhaços ricos. E tristes.
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INSUSTENTÁVEL LEVEZA

Passos diz, em modo descontraído, e referindo-se à atitude de Portas, que não fazem sentido divergências e demissões por causa de uma mera escolha do nome de um ministro. Mera escolha!? Passos convenceu-se que tinha maioria absoluta. Escolheu quem quis sem passar cartão ao seu parceiro da delicada coligação governamental. Passos deve ter tirado um curso de introdução à política fornecido nos pacotes da Farinha Amparo. Só pode. A trapalhada é substantiva. Cavaco assiste impávido. Esta serenidade é violenta. Há palhaços cruéis. São os que actuam nos circos mais rascas.
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

SENTIDO OBRIGATÓRIO

Alguém convenceu Passos Coelho da bondade das suas ideias. O pai, provavelmente. O homem está sozinho nessa demonstração de bondade. Agora foi abandonado à sua pouca sorte. Anda um louco à solta em São Bento. 
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PASSOS, PORTAS E OUTRAS TRAGÉDIAS MUNDANAS

Não confio em jovens de carreira dos partidos governamentais. Problema meu, eu sei. Mas assumo o defeito. Há quem diga que é assim que as coisas se fazem em democracia: criam-se nos viveiros privados dos partidos os futuros líderes. Passos veio de um desses aviários. Andou a fingir que era jovem até não poder mais, e depois foi para umas empresas que fingiam ser fantásticas graças aos favores de esforçados relações públicas - Relvas coadjuvou Passos com grande competência. Mas a minha incompreensão aguça quando assisto a gente politicamente crescida vociferar em defesa das qualidades dos franganotes dos aviários partidários. Ainda Passos não era primeiro-ministro já Maria João Avillez assegurava que o homem ia lá porque é um... borracho. Juro que ouvi isto. Também Mário Soares, do alto da sua imensa sapiência, assegurava que com Passos se podia falar devido à sua simpatia.... apesar de ser demasiado neoliberal. A senhora dona Avillez pode achar o que quiser que não deixa aroma. Mas Mário Soares?! Ó senhor doutor, bem me podia ter telefonado. É que eu conheço de ginjeira esta maltosa fundada pelos fundadores partidários. E garanto-lhe que não valem um cêntimo furado. Entregar-lhes um país é excesso de confiança nas estruturas. Agora já todos percebemos isso, não é verdade?
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terça-feira, 2 de julho de 2013

O CRIADOR E A CRIATURA

Já se fala em falta de peso político. Nada disso. Passos escolheu Maria Luís para afirmar autoridade. A senhora está fragilizada como secretária de Estado? Passa já a ministra e acaba-se com o burburinho. Esta gente não respeita nada nem ninguém. Têm uma agenda, lembram-se? É para cumprir custe o que custar. Não há fragilidade nenhuma. A nova ministra das Finanças está-se nas tintas para toda a contestação. Tem o peso político da arrogância. As saudades de Gaspar não vão ser muitas, apesar de Gomes Ferreira, na sua SIC, aludir ao bom trabalho do homem - são precisos uns malabaristas nas televisões para que a coisa não pareça um desastre completo -, mas vamos querer muito ver esta criatura pelas costas. Vão ver.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

VÁ PELA SOMBRA

A gente sabe que estas substituições são uma treta. Sai mosca, entra moscardo. Mas é sempre bom ver um responsável por grandes irresponsabilidades partir para outra. Esperemos que nunca mais volte a decidir sobre as nossas vidas. Vá pela sombra, homenzinho. E não volte.

A RAINHA DO NADA | Histórias para ver, ler e contar, 
e voltar a ver...

Está sempre a acontecer qualquer coisa nas nossas vidas.  Todos temos episódios para contar quando o dia chega ao fim. Coisas boas, coisas ruins... coisas. Umas caem na vulgaridade dos relatórios pessoais diários, outras tiram-nos do sério ou empolgam-nos. Há vidas povoadas de agitadas e deliciosas histórias. 
Zé Nova passa a vida a fazer desenhos.  É a vida dele. E há um gato na vida do desenhador. O Heitor. Heitor Nova, pois claro. Um sacana de um gato que tem a mania que é dono do seu criador e que passa a vida a observá-lo e a fazer aquelas coisas que os gatos fazem.
Zé Nova utiliza as suas vivências para contar histórias que são imagens das nossas vidas.
A sua actividade profissional é  uma espécie de atento diário gráfico. 
É assim a vida de um artista. O fazedor de imagens observa discretamente a existência alheia, para depois a contar com contornos apurados de malícia, ternura ou crítica. 
A Rainha do Nada aparece do nada, não sabe de nada, não tem nada, não quer saber de nada. Só sabe que quer ser andorinha, e aconchega-se nesse ninho surrealista, inscrito em matéricos suportes antes utilizados em outras construções.
E depois há o teatro. Representação importante na acção profissional de Zé Nova. Trabalha na concepção de figurinos para vários grupos. TAS - Teatro Animação de Setúbal, Fontenova, Dançarte, Lua Cheia, entre outros, já experimentaram as vestimentas deste exigente costureiro. Sim, costureiro: é ele que executa os figurinos que desenha. 
Um competentíssimo costume designer que não entrega as suas acarinhadas criações a mãos alheias.
Mantem também colaboração com a Porto Editora, na elaboração de manuais escolares. Foi para estes editores que concebeu, em parceria criativa com a escritora Luísa Ducla Soares, a figura do Alfa. Um boneco que ajuda a malta mais nova nos afazeres escolares. 
A Rainha do Nada, o Alfa, os figurinos que experimentaram os palcos e, claro, o gato Heitor, vão estar na galeria do casarão da cultura setubalense. A exposição abre na próxima sexta-feira, dia 5, e fica por cá até 1 de Agosto.
Convidados. Apareçam.
Quem não aparece... esquece.
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