sábado, 30 de junho de 2007

Grunhos ao poder

Berardo não pára. Hoje convocou plateia para disferir as acusações aos que insistem em não concordar com os seus anseios. Foi mais uma vez finíssimo. Segundo ele, Jardim Gonçalves devia ir tratar de galinhas, e a presidência do CCB deveria ser ocupada por alguém menos intelectual. Já não falta muito para que o comendador mande José Sócrates para casa.
O primeiro-ministro que não o aborreça...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Da sombra e do que somos


A Sofia Loureiro dos Santos reuniu em livro uma porção de poemas. Chamou a este raminho "Da Sombra que Somos". O titulo desafia. Quem vai apresentar este desafio é uma actriz de que gosto muito - Natália Luiza. Vou lá estar por isto tudo, hoje, a partir das seis e meia da tarde, na Barata. Do livro falaremos depois.

Ópera-fado?


Mísia vai estar no palco do São Carlos. Não, o teatro de ópera não virou casa de fados. É um trabalho musical de Piazzolla, com textos de Horacio Ferrer. Estreia hoje "Maria de Buenos Aires", uma operita-tango que vai encerrar a temporada 2006/2007.
Não alinho em entusiasmos com este espectáculo. Mas vou lá estar. Cada representação é uma representação. Se me enganar na apreciação pessimista... melhor.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Novo São Carlos


Acaba de ser apresentada a programação da próxima temporada do São Carlos. Foi o novo director artístico, Christoph Dammann, que, como era previsível, fez as honras da casa.
Então é assim:

Rigoletto - Verdi - Dezembro | 2007
Das Marchen - E. Nunes - Janeiro | 2008
La Clemenza di Tito - Mozart - Fevereiro | Março | 2008
Aleko/Francesca da Ramini - Rakhmaninov - Março | 2008
Les Contes d´Hoffmann - Offenbach - Abril | 2008
Tosca - Puccini - Maio | Junho | 2008


E pronto. Há festa para muitos gostos. Para todos seria difícil.
De parabéns, o novo director.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

É a Cultura, Estúpido

Última sessão do É a Cultura, Estúpido.
Em discussão estão as tendências literárias do Verão de 2007.
Participam José Mário Silva, Nuno Artur Silva e Pedro Mexia.
É no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, hoje, às 18.30.

O Caimão

Está percebido que Berardo não sabe o que diz. Mas ninguém duvida de que sabe o que faz. O que faz é bom para ele. O egocentrismo deste tatebitate sem maneiras atinge quase sempre o ridículo. Nas reacções à demissão de António Mega Ferreira excedeu-se. "Acusar" o presidente do CCB de estar doente e de ter problemas mentais, vindo dele, não dá para rir por ser demasiado sério. O comendador não conhece limites. Julga-se um iluminado a quem muito devemos. Um colonizador. Hábitos que lhe ficaram da passagem pela África do Sul no tempo da discriminação racial. Se calhar ainda não percebeu que os tempos são outros, e que nem a Arte que adquire o redime da boçalidade.
A Arte abre caminhos. Ilumina horizontes. Torna-nos mais humanos. Para Berardo a Arte é mais um negócio. Um bom negócio que lhe ilumina o seu fraco entendimento.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Cultura empresarial

Berardo estava maravilhado. O que sempre desejou, segundo declarações à imprensa, cumpriu-se: a sua colecção ocupa o CCB. O homem chegou e venceu. Ora, quem vence quer mandar. No seu modo atabalhoado de se exprimir, logo começou a mandar recados. António Mega Ferreira estava a mais. Não deixou, como presidente da casa, que as bandeiras de Berardo substituíssem as do CCB. Para evitar mais demandas, ou por razões que agora não interessam para nada, Mega respondeu com uma silenciosa carta ao alarido do outro. Demitiu-se das funções que exercia na fundação do comendador. Fez bem.
Mas é de realçar a arrogância destes analfabetos carregados de dinheiro. Não dão ponto sem nó. E quem se intromete, leva.
Berardo afirma que anda sempre de preto em sinal de luto pelo estado em que está a cultura portuguesa. Tanta preocupação comove.
Por este andar, ainda teremos que prender um fumo preto no braço por serem estes extremosos defensores da culura a decidir sobre o que fazer em Portugal.

Transfigurações


Depois do sucesso que granjeou na sociedade romana com Arte de Amar e Amores, volumes publicados pelos Livros Cotovia, Ovídio (século I a.C. - I d.C.) lançou-se na escrita de uma das obras mais singulares da literatura de sempre, Metamorfoses. Poucos textos da Antiguidade Clássica exerceram influência tão profícua na história da cultura ocidental, em particular nas artes plásticas, música e literatura.
Ovídio conta histórias de transfiguração, de 'metamorfose' de deuses e de homens, em fontes, árvores, rios, pedras, animais num universo abertamente ficcional. (Con)fundindo deliberadamente ficção e realidade, Ovídio leva o leitor a perder-se neste mundo imaginário, e mascara de verosimilhança as suas histórias, que se vão sucedendo de forma contínua, sem quaisquer comentários moralistas ou reflexões teóricas sobre o sentido das 'metamorfoses'. Narciso, Eco, Aracne, Midas, Ariadne, Orfeu e Eurídice, Pigmalião, Píramo e Tisbe, Dédalo e Ícaro… Nos versos de Metamorfoses construiu-se um dos mais deslumbrantes universos ficcionais da cultura ocidental.
Pela primeira vez, em versão integral em português, as Metamorfoses foram traduzidas por Paulo Farmhouse Alberto, respeitando fielmente o fluir natural do texto original, e incluem notas, glossário e mapas, para que o leitor desfrute ao máximo da obra de Ovídio.
Mafalda Azevedo (Texto de promoção).

Titulo: Metamorfoses
Autor: Ovídio
Tradução: Paulo Farmhouse Alberto
448 páginas
Preço: 35 euros
Edição: Livros Cotovia

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Arte para o povo


Hoje é dia de São Berardo. A procissão é logo à noite e parece que se vai demorar pela noite dentro.
Não sou grande devoto do santo em adoração. Mas como o santuário foi decorado por muitos artistas que aprecio, tenciono ir lá meter o nariz um dia destes.
Hoje não. As multidões incomodam-me. E não há devoção que aguente tamanha algazarra.

Lisboa menina e moça

Até meados do mês todas as atenções vão estar dominadas pelas eleições autárquicas em Lisboa. Os candidatos acotovelam-se no estrado da campanha revelando as suas ideias para a cidade. Ele é segurança, ele é apoio social, ele é ciclovias, ele é limpeza, enfim, preocupações comuns a todos os que percorrem Lisboa no dia-a-dia.
Os principais candidatos fazem um diagnóstico pessimista mas propõem soluções. É louvável. Todos vão ser eleitos. Espera-se que se entendam. Nada vai ser deixado ao abandono a partir deste Verão. A nova Lisboa está aí a chegar. Não nos desiludam.

domingo, 24 de junho de 2007

Zangas de comadres?


Anda por aí grande agitação entre os cromos da bola. Pinto da Costa, ressabiado pela acusação que lhe caiu em cima, aponta as armas ao presidente do Benfica. O homem é do piorio, garante. Num encontro entre "dragões" de Lisboa, vai deixando cair frases de circunstância, de feição com a vontade da assembleia ali reunida. Assegura acreditar na justiça portuguesa, tal como na justiça divina.
Luís Filipe Vieira já reagiu. O homem de Benfica ilustra, e bem, este tipo de homens de fé. Depois da confissão e da comunhão ilibadoras, é vê-los mandar premir gatilhos.
Tudo leva a crer que o fanfarrão do Norte passa a vida em casas de alterne a negociar vitórias. É provável que depois das negociatas se encaminhe para as sacristias em busca do perdão. Faz bem em clamar pela justiça divina. Porque a dos homens começa a não ter grande paciência para tanta pantomina.

sábado, 23 de junho de 2007

Obrigado


O Profano profanou. Nomeou este pouco sacralizado sítio de opinião com a atribuição que acima se anuncia.
É a segunda vez que tal sorte me assiste.
Agradeço a distinção.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Porto de abrigo


Ai, eu estive quase morto
o deserto
e o Porto
aqui tão perto

Sérgio Godinho

A polémica em torno da transformação do Rivoli em sala de visitas para socialites e para outras palermices mais performativas, está ao rubro.
Não preguei prego nem enrolei estopa no assunto. Apesar de visitar a capital do norte com a frequência possível e sempre com muito prazer, sinto-a longe. Vivo aqui mais próximo do deserto. Agora chegou-me a notícia da criação de um blogue que promete dar luta ao querido líder.
O Rui Manuel Amaral informou-me da sua criação. Já está disponível para acesso ali ao lado.
Mas podem encurtar caminho por aqui.

Pacientes


Mais uma prestação do nosso amigo e paciente José António Ferreira:

Como ensinar os espanhóis a falar inglês

Por razões profissionais, tive de me deslocar ao ALGARVE!
Fiquei a saber ter estado no ALLGARVE!
O certo é que também estava perto da Europa, pelo que fui comer peixe frito a Ayamonte, cidade da região autónoma da ANDALUZIA.
Na mesa ao lado, uma família inglesa tentava, desesperadamente, fazer-se entender, pois que não percebia o que lhe explicava a simpatiquíssima Cármen, de turno àquela hora.
Foi então que – num rasgo que só os viajantes têm – se me fez luz!
E, imediatamente, redigi um “abaixo-assinado” dirigido ao Presidente da Região Autónoma em causa, nos seguintes termos:

“Presidente:
Lo sabemos, nosotros, los portugueses, que vosotros, los hablantes de castellano, não pescam nada de línguas estranjeras.
Nos, los portugueses, pescamos pouco, pero hablamos todas las línguas, incluso el xino.
Y, porque hablamos de todo, no nos impuerta el português, que se habla en Brazil y en los PALOPS.
Adaptámos, para que los ingleses nos entendan, el portugues al inglês, para que los ingleses entendan el português.
Es por isso que extinguimos o ALGARVE y criámos el ALLGARVE.
Esta es la metodologia, Presidente, que deberán usar en ANDALUCÍA, para que vosotros entendan el inglês y para que los ingleses entendan el castellano. Es la metodologia de la traduccion interactiva.
Exemplo:
ANDALUCÍA = ANDA LUCÌA, en inglês = GO LUCÍA;
ANDALUZ = ANDA LUZ, en inglês = GO LIGHT;
Com este método, se respecta la língua materna, se aprende el inglês y los ingleses entendran el castellano.
Es el huevo de Colón!
Los que firman abajo, etc”

Foram milhares os andaluzes (those that are Going to the lights) que assinaram a coisa.

JAF

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Design de cá brilha lá fora


Já por diversas vezes vi palcos ilustrados por João Mendes Ribeiro.
Os espaços que concebe são de uma eficácia visual incrível. Uma beleza matérica apodera-se do palco. Já me aconteceu não gostar de uma peça por aí além, mas vir de lá deliciado com o ambiente sugerido pela estética do espectáculo. O Instituto das Artes convidou o arquitecto e cenógrafo para ir representar-nos na 11ª Quadrienal de Praga.
Fez bem. Mendes Ribeiro trouxe para Portugal a medalha de ouro, Prémio Best Stage Design, deste importante certame internacional.
A notícia apareceu timidamente nos cantinhos dos jornais. Normal - o homem não marca golos, nem conduz carros em competições de alta velocidade. Faz um percurso vagaroso mas com brillho. Ainda vamos ouvir falar dele muitas vezes. Mas acima de tudo olhem pra o que ele faz. Acreditem que é do melhor que por aí anda.

Imagem: Projecto de João Mendes Ribeiro
com fotografias de Daniel Blaufuks

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Novo Agualusa

José Eduardo Agualusa lança hoje, na Casa Fernando Pessoa, o seu novo livro "As mulheres do meu pai". Parece que vai haver cervejolas no jardim da casa. Vou tentar aparecer por lá.

Cheira a Lisboa


A SIC-N forneceu-nos um interessante debate com os candidatos à governação da cidade. José Sá Fernandes, Telmo Correia, Helena Roseta, Carmona Rodrigues, Ruben de Carvalho, Fernando Negrão e António Costa dispuseram-se a expor as suas ideias para a disputa que se aproxima. Fizeram bem. Ficámos a conhece-los melhor. Vejamos. Negrão provou que não está ali a fazer nada nem sabe o que dizer. Vulgar. Nada a assinalar. Roseta está farta de politiquices. Provavelmente está agastada com a sua própria actividade política. Percebe-se. Carmona é o que é: vítima de si próprio e da incompreensão humana. Mete dó. Telmo defende a privatização da recolha de lixos. Ruben é contra: nem pensar, esclarece. Ruben foi cabeça de lista, há uns anos, em Setúbal, da coligação que mais tarde venceu e privatizou a recolha dos lixos. Ruben pertence a uma força política que defende coisas diferentes em lugares diferentes. Tive oportunidade de perceber isto em debate directo com ele numa conversa sobre "outras músicas", em Setúbal. Ruben não é políticamente sério .
António Costa e Sá Fernandes são os candidatos com ideias mais convergentes. Percebe-se que se entendem. Não vejo mal nisso, antes pelo contrário. Ambos têm ideias para a cidade e sabem estabelecer as prioridades. Lisboa vai ter de contar com estes candidatos. Todos serão eleitos. Mas deveriam ser Costa e Sá Fernandes a conduzir o rebanho.
Foi assim que vi esta contenda. Haverá outras opiniões, como é natural.
Digam coisas.

terça-feira, 19 de junho de 2007

O sermão europeu


A Europa está metida num molho de brócolos. Há um tratado que tem de ser assinado durante a presidência portuguesa. Durão Barroso, no Prós e contras, na RTP, faz um esforço para descansar os europeus portugueses. Tenta dar uma lição de novo europeísmo. Coisa moderna e sem exageradas preocupações com o futuro. Mas percebe-se que ser prior naquela freguesia não é para recém ordenados. Para além da França e da Holanda não irem à confissão, também na paróquia polaca há dois indefectíveis cardeais que não vão em celebrações ligeiras. Os gémeos da Polónia não aderem a modernices. E estão apostados em ditar o sermão.
Provavelmente em latim.

Caspar David Friedrich Imagem

Parolos encartados

Num jornal publicado em Setúbal que me veio parar às mãos, um cronista pronuncia-se, em nome de "todos" os habitantes da cidade, sobre o orgulho sadino por as comemorações do 10 de Junho terem decorrido lá no terreno. Refere ainda que protestar por mor dos custos da festança é provinciano. Estou à vontade. Apesar de se perceber à légua que aquilo era para gastar à vara larga, foi argumento que não utilizei nos meus reparos. É óbvio que estas coisas custam dinheiro. Contra isso batatinhas.
O tal cronista não percebeu que provinciano é aquele orgulho na festiva parolice. Provavelmente nunca o perceberá. Há quem viva permanentemente em bicos de pés para que os "grandes" os vejam.
Esta gente adora que façam as festas à sua porta, apesar de não saberem como se faz coisa nenhuma.
São os lustrosos cromos da caderneta provinciana.
Vivem para dar "vivas".
Adoram ver-se atrás dos presidentes, nos écrans.
São jornalistas, empresários, "escritores", "artistas".
São os parolos encartados.

Já agora: A retransmissão televisiva da cerimónia passou no domingo.
O protesto da Presidência da República foi completamente disparatado. A oportunidade de estarem calados foi clara.
Ridículo.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Vai um cafézinho?

Isto dos blogues é como a gente ir ao café para conversar com a malta.
É o Eduardo Pitta que o diz, e diz bem.
Leiam-no aqui.

Afinal não?!

O Ministério das Obras Públicas desmente o acordo entre a CIP e o Governo. O presidente da confederação patronal diz que a negociação que houve não é negociação.
Agora é que não percebo nada. Das duas uma: ou os patrões não sabem divertir-se, ou não brincam em serviço.
Estes comportamentos atabalhoados é que não são nada.
Assim não brinco.

Afinal havia outra?

A proposta para a localização do novo aeroporto em Alcochete, apresentada com pompa e surpresa ao Presidente da República, estava afinal acertada com o Governo. Os grandes patrões não pensam só em ganhar dinheiro. Também o gastam em divertimentos. É o que aparenta este espectáculo mediático. Pelo menos é o que parece enquanto não se percebem claramente os negócios envolvidos. Para o Governo, esta manobra pode servir para "limpar" o ministro Lino. Daqui a nada a hipótese de Alcochete é apagada do "aeromapa" e a Ota salta de novo para a frente.
Nem precisamos de esperar sentados.

domingo, 17 de junho de 2007

O corpo é que paga

A festa é de arromba. Sarkozi teve vitória indiscutível nas legislativas deste fim-de-semana. Agora tem razões para beber uns copos. Oxalá opte por um bom champanhe francês.
Esqueça o vodka, homem.
Olhe que quando a cabeça não tem juízo...

sábado, 16 de junho de 2007

Se governar, não beba

Sarkozi apareceu com uma valente buba num encontro com jornalistas.
Tinha estado com Putin, em encontro privado, e, pelo que se viu, a coisa foi de beber e chorar por mais. Não se sabe ao que brindaram. Provavelmente não havia nada a festejar que justificasse a beberragem. Sabemos que os jornalistas deixaram o Presidente francês a falar sozinho. Qualquer coisa como: "Vai curti-la e aparece". Atitude complacente com o estado de graça de que ainda goza. Mas não deixa de ser lamentável. O homem até pode beber uns copos, mas seja responsável. Tomar decisões alcoolizado pode provocar excessos.
É provável que tenha de ser afixada uma placa no Eliseu com a inscrição: "Se governar, não beba".

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Oferta pública

Um dito comendador que não articula coisa com coisa quer ficar com o Benfica para ele. Sem mais nem menos, OPA para cima. Até parece que aquilo não está caro. Berardo Oferece 3,5 euros por cada acção da SAD do clube. Esta nova moda está a transformar o país Portugal numa espécie de loja económica. Os preços são atraentes. Para quem tem dinheiro isto está a uma bagatela.

Homenagem a Manuela Estanqueiro

Uma professora de sessenta e tal anos e com trinta e três de serviço, atacada por uma grave doença, pede reforma antecipada. Motivos parece não faltarem. A Junta Médica da Direcção Regional de Educação do Centro passa um atestado de incapacidade. Mas outra junta médica, da Caixa Geral de Aposentações, não está para aí virada e considera-a apta para as funções que exerce. A senhora foi obrigada a arrastar-se mais trinta e um dias pelas salas de aula, para ter direito ao vencimento. Depois foi outra vez à junta médica da Caixa. Conseguiu finalmente a aposentação. Uma semana depois faleceu.
Haverá quem consiga classificar esta situação, assim como a actuação dos médicos da tal junta.
Eu não.

Em busca de informação

Alguma imprensa inglesa ataca a actuação da polícia portuguesa no caso da menina desaparecida no Algarve. Provavelmente é essa imprensa que agora anda com uma trupe de jornalistas entusiasmados, acompanhados de cães e tudo, em busca do corpo da miúda. Será a isto que chamam direito à informação? Se calhar chamam, mas não é.
É desinformação mórbida e pulhice pura.

Vieira da Silva em Paris


Uma significativa exposição de Vieira da Silva está desde quarta-feira no Centre Culturel Calouste Gulbenkian, em Paris.
As obras expostas pertencem à Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva e ao Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão.
O trabalho de promoção e imagem foi feito por nós, na DDLX.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Todo o cuidado é pouco

O Presidente dos Estados Unidos da América foi dar uma voltinha pela Albânia. Bush foi recebido em festa pelas populações. Muita festinha na cabeça e muita palmadinha nas costas levou o homem. Coisa rara nos dias que correm. Mas uma reportagem televisiva revela um pormenor curioso: Bush tem um relógio no pulso, que desaparece no momento seguinte. Os serviços de segurança asseguram que não houve roubo. Foi o Presidente que tirou o relógio do pulso e meteu-o no bolso das calças.
Onde é que já se viu a segurança do homem mais importante do mundo falhar de uma forma tão retumbante? Um porta-voz da Casa Branca declara que o relógio está na posse do seu dono. Fica assim assegurada a imagem de honestidade dos albaneses.
É esta declaração que não me convence. O que fez o ilustre visitante meter o relógio no bolso?
Não confia nos simpáticos anfitriões?
Esclareçam lá isso melhor.

10 de Junho, a telenovela

A administração da RTP pediu desculpa a Belém pela falta de cobertura das comemorações do 10 de Junho.
Agora vão repetir tudo, sem cortes, no próximo domingo.
Não façam isso. Não será melhor fazer transmissões em episódios mais curtos, colocados nas horas de maior audiência, durante toda a semana?
Aé podiam fazer retransmissões às 3 da manhã.
Ponham a festa a render. Parece que aquilo foi giro. Comovente até.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Superioridades morais

Banaz Mahmod vivia em Londres, com a família. Era uma rapariga iraquiana que se embeiçou por um rapaz. Esta paixão não foi aceite pelo pai, que já a tinha entregue para casar. Banaz percebeu a alhada em que estava metida e resolveu pedir protecção policial. Os polícias têm uma característica irritante. Princípios culturais bastante irrigados, levam-nos a não perceber os fenómenos perigosos de outras culturas. Resultado: mandaram uma menina, de vinte anos, indefesa, para a casa do pai. Que é como quem diz, para a boca do lobo.
Esta história, contada hoje no Público, termina com a morte de Banaz Mahmod.
Mas não devia terminar. Que raio de policias deixam assim uma cidadã à mercê da crueldade familiar?
Ninguém lhes pergunta nada?

Rádio e Televisão de Belém

Afinal a Presidência da República também gosta de meter o bedelho nas orientações dos meios de informação estatal.
Cavaco não gostou da cobertura televisiva das comemorações do 10 de Junho. Queria a transmissão na íntegra. E não esteve com meias medidas: cartinha para a administração da RTP, com as devidas queixas. Ainda bem que nunca ocupou nenhum lugar de direcção em matérias informativas.
E esperemos que nunca tal aconteça.
Já viram a seca?!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Bem unidos, façamos

O grande patronato e os autarcas comunistas de Alcochete defendem a construção do novo aeroporto de Lisboa naquela zona.
A luta de classes já não é o que era.

Crítica da razão pura


Os comentários ao post de ontem, sobre a condecoração do senhor bispo Manuel Martins, azedaram.
A discussão azeda sempre que mete padres, bispos ou outros membros do pastoreio.
Há pessoal que parte para o debate munido de toda a emoção possível, logo, a discussão fica viciada. Os princípios morais de cada um são pouco discutíveis. Moral como forma superior de afirmação não existe. A moralidade é transversal a todas as formas de estar. Religiosos ou não, têm as suas formas de moderar uma actuação perante a vida e os outros. O problema destes debates é a necessidade de se acrescentar superioridade devido a uma crença. Católicos, protestantes e todo o tipo de seita partem deste pressuposto para nos assegurarem que "a" verdade está nas suas premissas.Também as edições Avante publicaram, em tempos, um livro de Álvaro Cunhal intitulado precisamente
"A Superioridade Moral dos Comunistas". Confesso que sempre achei aquilo intelectualmente pouco rigoroso. O então líder do PCP tentava mostrar que a bondade dos ideais comunistas permite uma atitude de superioridade perante os outros, os agnósticos da fé comunista.
A razão que garantem possuir não lhes permite grandes devaneios nem cedências. Ora, é a emoção que os ilumina e dita as regras.
A emotividade torna-se perigosa quando levada a extremos que a elegem como "o" bem a atingir. Por tudo isto não reconheço nem na fé católica, nem nas certezas comunistas, princípios superiores aos meus.
É frequente ver uns e outros assegurarem com toda a convicção: "sabemos que temos razão".
Pois eu não acho. E, podem crer, tenho razões de sobra para defender esta minha razão, graças à liberdade e à democracia.

Pintura de Jorge Pinheiro

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O horizonte é vermelho

O antigo bispo de Setúbal, um fervoroso amigo dos desprotegidos, manifesta uma grande alegria por haver muitos médicos do Hospital de Santa Maria que alegam objecção de consciência para não aplicarem a Lei do Aborto.
Não, o senhor não é um deliquente apelando ao não cumprimento da lei. É um esforçado miliitante das causas sociais. Foi ontem condecorado por esse outro grande lutador das mesmas causas que é Anibal Cavaco Silva.
O problema do aborto clandestino não o preocupa, portanto. É preciso é haver muitos pobrezinhos para ele ter pena deles.
Chamaram-lhe "Bispo vermelho". Calhou naquela altura. Era o que estava a dar.
Vermelho? Cá para mim é às riscas.

Diz que é uma espécie de humor


Os Gato Fedorento acabaram a sua excelente série de programas em beleza. Uma Grande Gala de Tesourinhos Deprimentes que foi uma espécie de magazine. Um programa com gê grande. Gê de gato que fede humor. Nem todos gozamos da originalidade de gostarmos de ser gozados. Foi bonito ver os "gozados" em alegre gozo.
O mediatismo dos Gatos tem destas coisas: Quem é gozado finge acreditar que gozar não ofende. É verdade: ser descaradamente gozado é tão bonito como levar um pontapé no traseiro.
E quem não gosta de levar um valente pontapé no cú?

domingo, 10 de junho de 2007

Apanhar as canas

E pronto. Acabou a fantasia. Agora é conviver com as floreiras fora de escala colocadas na Praça de Bocage. Olhar para o arranjo de mau-gosto que desfigurou o edifício do porto e ter vómitos. Passar pela descolorida fachada do antigo edifício do Banco de Portugal e perceber até onde chega a ignorância estética. Pegar na pá e na vasoura e varrer as cascas e apanhar as canas para fazer moínhos. Por último, perceber que estas coisas não servem absolutamente para nada.
O que sobra da espampanante festança é uma maior visibilidade do estado deprimente em que se encontra Setúbal.
Pelo menos assim se deveria afigurar: a equipa que gere a autarquia setubalense é incompetente e rapadinha de ideias para a cidade.
Mas têm sorte. A coisa não teve importância nenhuma. A partir de amanhã ninguém se lembra dos gerentes autárquicos sadinos.
Isso é mau. O disparate mantém-se activo.

Dia de Portugal



Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


Fernando Pessoa Texto
Costa Pinheiro Imagem

sábado, 9 de junho de 2007

Recepção oficial


— Achas que este é mesmo o caminho para Setúbal?
— Claro, consultei o mesmo mapa que o ministro das Obras Públicas.
Eu disse que o percurso demorava.
Temos que atravessar todo este deserto.
Tu é que levas sempre imenso tempo a dar brilho à penugem.
Nem pareces bravo.
Ainda nos arriscamos a chegar atrasados às cerimónias.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Dia de Portugal e da parvoíce

Setúbal é a capital das comemorações do 10 de Junho. A cidade está engalanada ao gosto da gerente da autarquia. Dores Meira abraça os arranjos pessoalmente. Diz-se que dita regras segundo o seu padrão estético tipo cortinado-de-sala-de-espera-de-dentista. As "recuperações arquitectónicas", os arranjos florais e restantes enfeites mais parecem coisa de paróquia de submundo. Como se não bastasse, o staff do Presidente também anda por aí a meter o nariz. Até árvores foram retiradas (com a promessa de replantação, é certo), para caberem os palanques. E o Presidente, o próprio, está a chegar ao terreno para comemorar o orgulho de ser português.
Preferia comemorar o fim do pato-bravismo. Mas não é essa matéria que está em agenda. Os autarcas adoram estas parvoíces. Eu não.
Moro em Setúbal. Continuarei a morar depois de Cavaco se ir embora e, provavelmente, depois da actual presidente da Câmara ser corrida.
Mas, amanhã, espero não estar na cidade logo que rebentem os primeiros foguetes.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

As vidas dos outros


Este é talvez o melhor filme que me passou pela vista este ano. Um manifesto pela tolerância e contra todas as formas de repressão.
A fruição cultural como forma de alterar mentalidades.
Não digo mais nada. Quem ainda não o viu, não o perca.
Em Lisboa está no King.

É pagar ou largar

Mais um rendido à "independência partidária activa". Toy, o cantor-simbolo de Carlos Sousa nas campanhas eleitorais da CDU, em Setúbal, em mini-entrevista a João Pedro Henriques, publicada no DN, declara o seu apoio a Carmona Rodrigues. O cançonetista queixa-se da forma como o seu amigo autarca setubalense foi "despedido" e esclarece que todos os apoios políticos que assumiu foram pagos. Já o sabíamos, mas é bom confirmá-lo. Aliás, é muito curiosa uma declaração do generoso activista político: "Desde que me paguem até na casa de banho canto".
Não haverá por aí partido ou candidato independente capazes de satisfazer este possibilidade? É seguramente o lugar ideal para este "homem de esquerda" se exprimir.
Vejam lá isso.

Agora Luanda


Inês Gonçalves fotografou. José Eduardo Agualusa e Delfim Sardo fizeram os textos. Titulo: Agora Luanda. A apresentação é hoje à noite, no Lux. Será também exibido um documentário: “Mãe Ju” – também de Inês e Kiluanje. E haverá um concerto. Kuduro, tarrachinha, semba e kizomba: Gata Agressiva, Puto Português e Nakobeta, farão a festa.
Já passei os olhos pelo livro. É muito bonito.
Até logo.

No feminino


Valentina, Afrodite, Cleópatra, Selene, Anna G., Denise, Marilyn, Helena, Miss Sissi, Nefertiti, Kiki de Montparnasse, Sílvia… Nomes de mulheres, nomes que nos fazem recordar actrizes de cinema, figuras históricas, mulheres comuns, mas também nomes de cadeiras, máquinas de escrever, candeeiros.
Ao escolher determinado nome, o designer atribui uma identidade sexual ao objecto, concedendo-lhe qualidades humanas, e evoca muitas das ideias culturalmente associadas ao universo feminino – sensualidade, tentação/desejo, glamour, encanto, beleza, doçura... O nome torna-se indissociável da forma e apela à imaginação, levando o utilizador/consumidor a convocar memórias pessoais e afectividades, a associar outras ideias ou imagens mentais, muitas vezes do inconsciente.
Em paralelo, existem peças e acessórios que se inspiram nas formas femininas ou possuem uma elegância e feminilidade que as faz serem associadas a este universo.
A mostra temática No feminino apresenta uma pequena selecção de peças de design e moda da colecção cujas formas remetem directamente para o corpo feminino ou cujos nomes lembram pessoas comuns, celebram figuras da história e da mitologia ou exaltam estrelas fetiche do cinema. (Texto promocional)

FLASHES DA COLECÇÃO No Feminino 5 Junho | 31 Julho | 2007.
Agosto/Setembro: Nomadismo e Novas Habilidades
Outubro/Novembro: Re-Design
Dezembro: (Dis)funcionalidades?

Concepção: Bárbara Coutinho
Produção | Coordenação: Direcção Municipal de Cultura | MUDE

MUDE Museu do Design e da Moda | Colecção Francisco Capelo
Sala do Risco. Largo de St. António à Sé, 22, Lisboa

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Reformado e bem pago

Uma notícia no Público garante: José Salter Cid vai fazer um estimável esforço, depois de reformado da PT aos 53 anos, por amor à cidade de Lisboa. A gente sabe que há muitos outros reformados de luxo, mas Salter Cid dá um exemplo de cidadania. Insiste em manter-se activo apesar de reformado.
Este homem da lista de Fernando Negrão está disposto a deixar de lado as canas de pesca e os tacos de golfe, actividades que a justa reforma de 15 mil euros mensais lhe proporcionariam, para agarrar os cordéis da gestão autárquica.
Propõe-se agora agarrar um cargo que lhe exige labor intenso, depois de dezassete anos de vida profissional esgotante na empresa de telecomunicações.
Com a facilidade que tem em safar-se na vida, poderá ser uma boa aposta para salvar a cidade da ruína.
Se isto não é uma declaração de amor a Lisboa, é o quê?

terça-feira, 5 de junho de 2007

Otários

Os estudos existem. Foram caros e pouco conclusivos. Uns defendem a margem sul, outros defendem a OTA. Falta fazer a comparação e decidir politicamente. Parece fácil. Não é. Mais uma vez são as autarquias que puxam a corda para o seu lado conforme os seus interesses. É legítimo. Mas atenção: o interesse é nacional. Se pomos aviões a voar sem rei nem roque, não vamos longe. Temos maus exemplos: marcamos pouco no futebol, mas soberbos estádios não faltam por aí. Tudo o que fazemos custa-nos um dinheirão. Somos especialistas na construção de estruturas inúteis. Gastamos sempre à toa. Nem que seja em estudos.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

A tribute to...


Joni Mitchell é homenageada por colegas neste cd.
Emmylou Harris, Elvis Costello, James Taylor, Caetano Veloso, Björk, Brad Mehldau, Cassandra Wilson, Annie Lennox, entre outros, participam no tributo. Um excelente trabalho. Particularmente originais e tocantes as prestações de Costello, Björk e Mehldau, na minha opinião.
Bons ouvidos o ouçam.

domingo, 3 de junho de 2007

Homens justos e bons

O julgamento começa amanhã. Tudo leva a crer que um pacato cidadão, de Santa Comba Dão, é o autor dos crimes que vitimaram três jovens.
O cabo da GNR confessou tudo quando foi detido. Agora deu o dito por não dito apresentando-se inocente e vítima de cilada. Todos lá na terra o classificam como um bom homem. Pois se até é um fervoroso católico...
Ninguém desconfiou de nada. O homem violou, matou, permitiu que outros fossem acusados. As pessoas da terra não deram por nada.
As pessoas de Santa Comba Dão já estão habituadas a bons homens - católicos e tudo - que depois dão em violentos agressores.
O país inteiro aturou um durante mais de quarenta anos.
Parece que em Santa Comba Dão ainda passa por bom homem.
Até lhe querem fazer um museu.

sábado, 2 de junho de 2007

O novo Newman


Na minha leitura dos jornais de fim-de-semana, encalho na página 20 do suplemento Actual, do Expresso. Esta secção é composta por duas colunas, onde se expõe o que correu mal e o que correu bem a gente que por aí faz coisas. Os contemplados com as boas graças são: João Bénard da Costa, José Manuel dos Santos, Mário Cláudio e Joaquim Benite. José Manuel dos Santos por um prémio de crónica atribuído, há já algum tempo, às colaborações semanais no próprio Expresso. "Mais vale tarde que nunca", reconhece a nota. Bénard da Costa pela crónica número 200 no Público. Benite e Cláudio por terem sido agraciados, pelo governo francês, com a distinção de Cavaleiros da Ordem das Artes e das Letras.
Porreiro. Parabéns a todos.
A semana correu mal, segundo a coluna da direita, à ministra da educação, por causa do professor da anedota. A Siza Vieira coube o desaire de ter perdido, e bem, a luta com a baronesa de Thyssen, na polémica sobre o abate das árvores do Paseo del Prado, em Madrid.
Em último está Paul Newman por ter anunciado retirar-se do cinema.
É este último agraciamento que me deixa perplexo. Então a um homem que, aos oitenta e dois anos, depois de uma vida de sucessos no Cinema, anuncia que se vai embora para se dedicar a actividades mais consentâneas com as suas actuais capacidades, corre mal a semana porquê?
Um homem que se vai dedicar ao seu negócio relacionado com comida ecológica, não se resignando a ficar sentado a olhar para os rendimentos, não merece este apupo. Eu, por mim, já o coloquei na coluna da esquerda. Apesar de ser só uma homenagem da minha imaginação. O jornal já está paginado e impresso, e, não tarda nada, à mercê de outros usos. Paul Newman, esse, ainda está para as curvas.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Pacientes

Os pacientes do BlogOperatório voltaram a ter voz na linha da frente. Para além dos comentários, colocados no momento, quem quiser participar com textos um pouco mais extensos, e torná-los comentáveis, pode enviar por e-mail esses desabafos.
O primeiro desta série é do meu amigo José António Ferreira, causídico e companheiro de comensais fidalguias:

O Poder
O Srº Santana Lopes, que foi primeiro-ministro, cronica, por telefone, às segundas ou terças, na TSF (abreviatura clássica que quer dizer “telefonia sem fios”), o que lhe vai na alma, primeiro-ministro que foi, depois de ter dado cabo da cidade de Lisboa.
O Srº José Sócrates (licenciado em engenharia civil pela Universidade Independente), é um desportista e é o primeiro-ministro vigente
O Srº Marcelo Rebelo de Sousa (doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Clássica de Lisboa) comenta as “cosas” do poder como se o poder fosse o desporto da bola!
Gostava de ser como eles!
Fechava a Praça D. Pedro V (para que lá estivesse à vontade), convocava as televisões mais o arquitecto da moda, dava duas voltas ao bilhar grande e esperava o comentário do doutor!
Depois sugerir-lhes-ia lerem a “A Curva da Estrada”, de Ferreira de Castro!
JAF

Anna Netrebko & Rolando Villazón: Duets


São duetos de óperas conhecidas. Puccini, Donizetti, Verdi, Bizet, entre outros, foram convocados para o registo. Este cd reproduz um casamento perfeito. Estes casalinhos correm o risco, muitas vezes, de cair na piroseira. Aqui parece correr tudo bem.
Um bom trabalho a merecer audição.
Para além da música traz um dvd bónus.
Muito bom.
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