terça-feira, 30 de novembro de 2004

reBlogue

PÔR COBRO AO SUPLÍCIO

Nestes últimos quatro meses fomos todos envolvidos, involuntariamente, num episódio da "twilight zone" com argumento demencial e indescritível. Aparentemente, ainda há cenas dos próximos episódios.
O senhor Presidente da República convocou Santana, conversaram (sabe Deus o que terão dito um ao outro) o senhor Santana saiu disse que voltava na quarta-feira, regressando em força "ao trabalho".
Se o Presidente pretende (como espero) promover a dissolução do Parlamento era escusada a continuação desta farsa. Se por outro lado, pretende dar mais uma oportunidade ao "Governo" (como receio) faz mal.
As noticias chegam em catadupa. A rocambolesca história do putativo despedimento de Arnaut, por este se ter envolvido em desinteligências públicas com um outro membro do "Governo", são sinal óbvio de incêndio incontrolável.
A credibilidade de Santana Lopes, que era pouca, ficou reduzida a cacos.
Se o senhor Presidente mantiver este sofrimento, colocará Santana Lopes refém da sua fragilidade perante qualquer interlocutor, e da ameaça de demissão de um qualquer obscuro Secretário de Estado (adjunto que seja).
Como pode alguém nestas condições exercer autoridade?
Como pode alguém continuar a "Governar" criticando o partido que o sustenta?
Como pode alguém alegar estabilidade quando nos últimos 4 meses não fez outra coisa senão promover a instabilidade?
Como pode o senhor Presidente manter alguém nestas condições na condução do "Governo" de Portugal?
Luis Sequeiraabnegado

segunda-feira, 29 de novembro de 2004

Isto já bateu no fundo

A trapalhada está mesmo a chegar ao fim?
Será desta, sr. Presidente?

Para o bebé chorão


Esta serve?

O dilema de Sampaio 

Vicente Jorge Silva fala hoje na causa, do imbróglio em que o presidente se meteu ao dar o poder ao tio Santana. O desastre aproxima-se ou já aí está?
Vicente termina assim o seu raciocínio:

"Se Sampaio considera que o estrondoso bater de porta de Chaves (conhecido por ter sido um dos deputados mais desbocados do nosso Parlamento, como pôde ver quem por lá passou) não é ainda suficiente para diagnosticar a insustentabilidade de Santana Lopes á frente do Governo, corre o risco de perder definitivamente a face presidencial.
Mas se Sampaio decide, finalmente, que esta é a gota que fez transbordar o vaso da sua infinita paciência e convoca eleições antecipadas, corre outro risco não menor: o de conceder a uma figura tão irrelevante e patética como Chaves o estatuto quase épico de coveiro do santanismo e criador de uma tremenda crise institucional.
Tirem-me deste filme, deverá estar, por estas horas (são três da madrugada de segunda-feira), a implorar Sampaio. Mas agora é tarde, sr. Presidente."

Novo talento literário

Santana Lopes está muito ralado porque ninguém o entende. Nem os seus governamentais amigos. Mas isso desenvolve-lhe uma inesperada habilidade.
Aconteceu numa aclamada sessão de inaugurações no Norte do país. Parece que o governo, em bebé, esteve numa incubadora e que os irmãos, mesmo aí, lhe batiam. A pequena história contada por Santana foi comovedora. Primeiro estranhou-se, mas logo nos absorveu. Tal a tamanha capacidade de criar imagens. Para quem não reconhece em PSL um homem de muitas leituras, este discurso em Vila Pouca de Aguiar vem revelar algo verdadeiramente diferente. O nosso PM, o nosso Pedro, é um autêntico criador literário. Admire-se o pendor surrealista no discurso do primeiro-ministro. Temos escritor. É certo que com um estilo fora de tempo, mas temos obra. Vasco Graça Moura que se cuide; novo talento literário nasce no seu partido.
JTD

sábado, 27 de novembro de 2004

Abnegado

Mais um blogue que merece visita. Nasceu há pouco, mas já deixou de gatinhar. Já anda e bem.
Boa sorte, para o abnegado Luis Sequeira.
JTD

sexta-feira, 26 de novembro de 2004

Fernando Valle

Tinha 104 anos. Atravessou três séculos. Morreu hoje.
Nunca perdeu a lucidez. Pelo contrário, ganhou-a até ao fim. Um homem impressionantemente generoso e íntegro.
Um português fora das definições tradicionais. Um homen do seu tempo, que teve todo o tempo do mundo, para nos provar que a Humanidade merece o melhor, quando se preocupa com a humanidade.
JTD

quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Aniversário

Muito obrigado a todos os que nos mandaram felicitações.
Quase todas foram simpáticas, confesso. Isso foi bom.
Mas apenas uma foi escolhida para ser aqui publicada. Lá vai:

"Não dou parabéns coisa nenhuma. Vocês são uma cambada de frustados que só pensam em dizer mal.
Finalmente temos um governo de jeito e esta escumalha só pensa em mandá-lo abaixo. Palhaços do c...
Não podem vêr ninguém bem. vão-se todos lixar." - CSD, Lisboa

Perante esta finíssima felicitação, as outras que me desculpem mas não passam de vulgares cartões de visita.
Resolvemos mesmo atribuir-lhe o grande prémio: SANTANA LOPES 2004. Distinção atribuida a personalidades que se destacam por estar bem com aquilo que lhes sai na rifa. Ainda as há. Poucas, mas há.
RR

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

A pergunta: 

Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?

Continuamos a publicar as sugestões de respostas enviadas pelos pacientes do blogoperatório:

Maioria qualificada... parece-me bem. José Santos. Odivelass.
A Eurpa é aonde? Zézinha. Mangualde.
Eu acho que já respondi a este inquérito. Rui Manuel. Lisboa.
Tem graça, eu também. Carlos Ruas. Seixal.
Deixem lá. A gente muda a pergunta. Rui Gomes da Silva. Lisboa.
Eu quero cá saber, quero cá saber! Paulo Portas. Lisboa.

Comentários como este último devem ser evitados. Além de ser vago e desrespeitador dos princípios da cidadania, é a segunda vez que nos é enviado. Como tal, caso se repita a gracinha, a "opinião" não será afixada.

1 ano

Hoje somos nós que fazemos anos. Anos não: 1 ano.
As comemorações decorrem no Fidalgo.
O almoço contará com a presença de alguns dos cirurgiões da primeira hora.
Se calhar vamos continuar, enquanto acharmos que vale a pena.
Muito obrigado pela vossa companhia.
JTD

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

A causa

Um dos mais porreiros parceiros da blogosfera faz hoje um ano.
A causa também é nossa. Parabéns aos meninos que hoje completam um aninho.
Tão pequeninos e já andam. Continuem, porque agora já fazem mesmo falta.
JTD

O suicídio do pensamento

Na passada Quarta-feira, Aura Miguel, numa carta ao director do jornal PÚBLICO, arrasa um texto de Frei Bento Domingues, publicado no Domingo anterior, com o título "Que poderemos saber ao certo sobre Jesus".
O que agasta a vigilante Aura é a desfaçatez de Frei Bento ao interpretar a vida de Cristo. Segundo a fervorosa católica essa interpretação põe em causa a fé. Quer dizer: Deve-se ter fé sem se procurar conhecimento. A procura do conhecimento leva a interpretações que tornam a fé mais débil. Para esta devota, o melhor mesmo, será encher a missa de velhinhas que nada questionam. Ou então, preencher o espaço de debate teológico com o notável argumento: "Está tudo na Bíblia, não há nada a fazer". Ficamos, assim, com todos os problemas circunstanciais e existenciais resolvidos.

A beata prosápia de Aura tem o amén de muitos protagonistas do momento actual. Os arautos do "se Deus quiser" e do "O futuro a Deus pertence" alimentam nestas criaturas a vontade proselitista de moldar as opiniões alheias. Vivemos um tempo de leviandade e de apologia da ignorância. A direita rejeita os poucos intelectuais que lhe são próximos. Alguns católicos rejeitam quem pensa. Tentam, isso sim, deslocar a religiosidade para algo inquestionável, sem conteúdo crítico. Crítica é discussão. Logo é para excluir do culto.

Frei Bento Domingues, na crónica de ontem, não perde muito tempo com a discordante opinante. Apenas faz notar que a senhora passou ao lado da problemática do seu texto. Este destaque publicado por frei Bento permite-nos espreitar para o seu pensamento:
"A abordagem fundamentalista é perigosa, porque atraente para as pessoas que procuram respostas bíblicas para os seus problemas da vida"(...) "O fundamentalismo convida, sem o dizer, a uma forma de suicídio do pensamento".
Completamente de acordo.
JTD

A pergunta:

... e a resposta
Algumas sugestões enviadas por pacientes do blogoperatório:

Importam-se de repetir, senhores deputados? João Carlos Santos. Caxias.
Hoje já contribuímos, volte amanhã. Carla Matias. Lisboa.
É preciso pagar alguma coisa? Rui Messias. Lisboa.
Muito obrigado, mas ainda hoje à tarde respondi a um inquérito de rua. Gabriela Tavares. Setúbal.
Votarei a favor, se Deus quiser. Pedro Santana Lopes. Lisboa.
Eu quero cá saber, quero cá saber! Paulo Portas. Lisboa.
É preciso assinar o meu nome? Zé Chunga de Sapadores. Lisboa.

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Bizarro

O ridículo e o mau gosto foram a congresso.

Novo hino surgido em primeira cantoria no congresso do PSD:

Somos actores da história
de coragem e de glórias
pátrio orgulho do passado
abraçado pelo mar.

Para vencer os desafios
desse povo soberano
abre a porta ao destino
que o futuro quer entrar.

Queremos mais Portugal
grande luso pequenino
nova força para o mundo
geração Portugal.

Grita Viva Portugal
pede a alma, bate o peito
nova força para o mundo
meu orgulho Portugal.

Tempo novo de acreditar
de ser mais feliz
de ser PSD
sempre mais e melhor.

Santana Lopes é a voz
na vanguarda do futuro
de norte a sul
de todos nós.

Grita Viva Portugal
meu orgulho, meu país
nova força para o mundo
Grita Portugal!


Lindo de morrer, este canto esganiçado ao que de mais cretino pode ter um país.
Chamem o Toy. Com a sua experiência criadora na promoção do seu amigo Carlos de Sousa, em Setúbal, não terá qualquer dificuldade em fazer uma peça musical de excelência ao futuro líder do PCP.
JTD

A pergunta:

Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?

É esta a pergunta para o referendo. Alô! Ainda estão aí? Há paciência?
Já pensaram na resposta?
Aceitam-se sugestões. Há a promessa de serem aqui publicadas. Enfim, é a audiência que vos posso garantir.
JTD

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

Jackson Pollock

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

São Carlos. A temporada 2004 | 2005

.
Foi hoje apresentada a temporada 2004 | 2005 do Teatro Nacional de São carlos.
As honras da casa foram feitas por Paolo Pinamonti, seu director, ladeado por Teresa Caeiro, secretária de estado das artes e do espectáculo ou lá o que é.
Pinamonti fez uma visita guiada a cada ópera, com a competência que todos lhe reconhecemos. A secretária de estado falou, mas já me esqueci do que disse.
O director do teatro respondeu correctamente às perguntas que lhe foram dirigidas. A secretária de estado respondeu com alguma irritação às contrariedades. Estava melhor na tropa.
Mas vamos às óperas: Simon Boccanegra de Verdi, Medea de Luigi Cherubini, Dionisio Re di Portogallo de Handel, La Donna del lago de Rossini, La Navarraise de Jules Massenet e Cavalleria rusticana de Pietro Mascagni na mesma sessão, Die Entfuhrung aus dem Serail de Mozart e WozzecK de Alban Berg.
De notar a preocupação de trazer ao palco do São Carlos clássicos e contemporâneos.
As encenações são de (por ordem de apresentação) Elijah Moshinsky, Luis Miguel Cintra, Jakob Peters-Messer, Ricardo Frizza, Guido de Monticelli, Giorgio Strhler e Stéphane Braunschweig.
E pronto, aqui está uma primeira abordagem. Para mais informações poderemos visitar o sítio do teatro.São Carlos
Esta é a programação possível, segundo Pinamonti. Mas não é sempre assim?
Apesar disso parece muito boa. Vamos confirmá-lo no terreno, ou seja, na sala do único teatro de ópera do nosso país.
JTD

Já não há surpresas

Missão Cumprida na RTP
Primeiro veio fonte do Governo, ao abrigo do anonimato, no "Expresso", dizer que José Rodrigues dos Santos estava sob avaliação e admitir mexidas na direcção da RTP. O director de informação da RTP assobiou para o lado.
Depois veio o ministro Morais Sarmento defender "limites à independência" nos operadores públicos, acentuando que não são as direcções nem as administrações que respondem perante o povo nas eleições. O director de informação da RTP voltou a assobiar para o lado.
Agora veio a administração do canal público decidir que jornalista é que devia ocupar o lugar de correspondente em Madrid. Aqui o director de informação não podia assobiar para o lado, porque, a seguir, a administração iria decidir por ele qual o jornalista que deveria cobrir o assunto "x" ou "y", ou dizer qual a notícia que deveria abir o telejornal.
Rodrigues dos Santos não se demitiu, foi demitido, porque nenhum director de informação pode aceitar que seja a administração a decidir questões que dizem única e exclusivamente respeito à área editorial. Os administradores sabiam-no e não cederam porque queriam que Rodrigues dos Santos saísse. A avaliação de que falava o membro do Governo há muito que estava feita.
Surpresa? Nenhuma. A saída de Rodrigues dos Santos faz parte da anunciada estratégia de controlo da comunicação social por parte do Governo e que já deu vários passos.
A TVI do amigo Paes do Amaral está parcialmente tratada; o "Diário Notícias" já está controlado; na RTP o assunto acabou de ficar resolvido. Segue-se o "Jornal de Notícias", a TSF e a imprensa regional do grupo PT, que se não entrarem na linha por iniciativa própria as administrações tratam do assunto, como aconteceu agora na RTP e já tinha acontecido no "DN".
E tudo isto tem de ficar concluído com alguma rapidez. É que Santana Lopes quer ficar mais dez anos no poder e, por isso, tem de resolver estas questões até 2006, ano em que há eleições presidenciais e legislativas.
Luciano Alvarez
PÚBLICO

terça-feira, 16 de novembro de 2004

Vacas gordas

O primeiro-ministro decretou o fim da austeridade. Nada que as suas amigas e amigos não tivessem já verificado.
Eu, que não sou amiga do nosso Santana, ainda não dei por nada. Não, não é má vontade. É a merda do ordenado que não me chega, nunca, ao fim do mês. Mas prometo que logo que dê por alguma alteração nesta lamentável situação, aviso.
Nem que seja daqui por muito tempo. Afinal, já estou tão habituada a esperar, que não é por mais mês menos mês que vou fazer ruído. Para isso já cá está o Marcelo. E a esse ainda lhe pagam pelo chinfrim. É só preciso saber escolher o partido certo. Ou querer escolher... RR

segunda-feira, 15 de novembro de 2004

Lopes e a música

Santana no congresso da aclamação, citou Chico Buarque para justificar a sua festa de fim-de-semana: "Foi bonita a festa, pá".
Chico Buarque é que nunca imaginou, ao escrever a canção que alude ao fim da festança que foi o período que precedeu o 25 de Abril de 1974, que alguma vez fosse mencionado pelos protagonistas desse fim de festa.
Ou será que o primeiro-ministro continua a ter ouvido de pedra para a música, não percebendo muito bem a "mensagem" dos autores?
Ontem não falou de violinos. Foi pena porque nesta música de Chico -"Tanto mar" - eles lá vão chiando...
Logo, desta vez não se enganava.
RR

domingo, 14 de novembro de 2004

Seja o que Deus quiser

Pedro Santana Lopes tem o costume de terminar as suas intervenções com um "se Deus quiser".
Cavaco silva diz, em relação à sua possível candidatura à presidência da república, que "o futuro a Deus pertence".
George W. Bush está convencido que se invadiu o Iraque, "foi por vontade de Deus".
E quando é que nos vamos livrar desta gente? - Isso nem Deus sabe.
Ou será que Deus também vai a votos? Pelo caminho que as coisas levam, talvez seja a melhor solução. Ou não?
JTD

terça-feira, 9 de novembro de 2004

António Lobo Antunes


Já lá vão 25 anos a escrever livros. É obra. É obra e da boa, esta que nos fornece este Lobo Antunes.
O escritor estendeu-se hoje nas páginas do PÚBLICO, numa entrevista que é literatura. Fala da vida e da morte. Da lealdade e da intriga. Dos amigos e dos que o parecem. Uma notável conversa com Adelino Gomes. Um compartilhar de ideias, feitas na saborosa massa com que se fazem as coisas simples da vida.

"a frase mais importante que eu ouvi na minha vida foi na Faculdade de Medicina, numa aula de Neurologia com o professor Miller Guerra. A doente era uma senhora com Parkinson, com dificuldade em mover-se. "Como é que a senhora consegue fazer a lida da casa?", perguntou-lhe o professor. "É tudo a poder de lágrimas e ais". Eu tinha 20 anos e nunca mais esqueci. Se eu pudesse escrever assim!... As grandes lições da minha vida não foram dadas pelas pessoas do meio onde nasci. Foram-me dadas pelas pessoas que vivam a poder de lágrimas e de ais. Quando estava no hospital, dava-me muito melhor com os serventes, os operários. Julgo que herdei isto do meu pai. Porque os admirava, porque os respeitava. E tenho muitos amigos assim. Se tenho um problema no carro, num cano, ou não sei quê, tenho logo amigos que vêm.

António Lobo Antunes vai ser festejado no São Luiz, hoje, a partir do fim da tarde. Será lançado o novo livro: "Eu hei-de amar uma pedra". Titulo que já deu nome a uma canção do seu amigo Vitorino, que cantará. Enfim, as homenagens nunca são perfeitas...
Lá estaremos.
JTD

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

O construtor de Coimbra


"Coimbra é um sonho que se está a transformar em realidade"
Horácio Pina Prata, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra.
Titulo da revista "País positivo", distribuida com o PÚBLICO.

É este senhor que está a tornar Coimbra real. Aquilo não existia. Era uma utopia.
Agora sim, estamos no bom caminho, Coimbra é quase uma realidade.RR

domingo, 7 de novembro de 2004

Natureza


morreremos repetidamente sobre esta praia, nas margens da luz.
A rosa declina a sua autobiografia, obliquamente caindo
sobre quilómetros e quilómetros de florestas insistentes,
sobre a sombria arquitectura desta terra longamente apaixonada,
sobre a rosa que sobe até à aérea metalurgia das nuvens
Manuel Gusmão
Pintura de Giorgio Morandi

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

Isto está giro

Example
Parece que a América profunda votou em massa. O interior tosco e merdoso daquela terra quer continuar a chafurdar na perigosa lama espalhada pela criatura do Texas. Tudo o que os EUA têm de pior; Os iluminados por uma religiosidade que os elege perante uma eternidade feliz, sairam à rua para entronizar o tosco-mor. Viva a estupidez e a prepotência.
RR

terça-feira, 2 de novembro de 2004

Enfermeiro bufo

Este poema, dedicou Natália Correia a um extremoso deputado da direita, defensor de que o acto sexual deveria ter como única função a procriação.
Tantos anos decorridos, atrevo-me a dedicá-lo (Natália que me perdoe), ao zeloso enfermeiro que denunciou, devido ao crime de aborto, a rapariga hoje absolvida em tribunal. Que o Senhor esteja com ele, porque nós não, muito obrigado. RR

Já que o coito  diz Morgado
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca,
sendo só pai de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! uma vez.
E se a função faz o órgão - diz o ditado
- consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado

Natalia Correia

segunda-feira, 1 de novembro de 2004

Bartoon no palco

Example

Estreia hoje a peça "Bartoon, a partir das tiras de Luis Afonso".
Com texto e direcção de Carlos Curto, este trabalho tem como base as histórias que Luis Afonso nos conta todos os dias no PÚBLICO.
Será, sem dúvida, um espectáculo divertido e atento às peripécias políticas em que estamos enleados, infelizmente.
Os actores pisam as tábuas todas as quintas, sextas e sábados, a partir das onze da noite. E são eles: José Boavida, Pedro Alpiarça, Vera Fontes e Vicente Morais. Figurinos e cenografia de Zé Nova.
Já agora, o local: Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul. Avenida Dom Carlos I, sessenta e um, em Lisboa.
Telefone 213 974 471.
Divirta-se.
JTD
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