segunda-feira, 31 de maio de 2004

Queixinhas!

O estado em que o país está tem um culpado: o PS.
A siuação económica tem um responsável. O défice tem nome: Sousa Franco.
Se algo correr mal no Euro, há um culpado: Carlos Carvalhas.
Se a retoma não espreitar quem são os culpados? Os sindicatos.
A arrogância insuportável também tem nome: Francisco Louçã.
Se a actual coligação de governo não ganhar as eleições, quem é o culpado? A oposição que se atreve a concorrer. E o povo que nela vota. Pois claro.
E por fim temos o governo que não é culpado de nada. De nada mesmo. É a vitima de tanta inconsideração.

BN

A moda do insulto

A ministra Manuela Ferreira Leite, irritada certamente com algum aspecto menos confessável, perdeu completamente as estribeiras (será que se pode dizer isto de um Ministro?) e lançou uma série de pedradas verbais em direcção ao deputado socialista Eduardo Cabrita. Tudo isto por causa do LEO, que nada tem a ver com a Juve do mesmo, mas significa Lei de Enquadramento Orçamental. Que disse Ferreira Leite (se eu dissesse "Manuela" estaria a cometer um insulto?)? O seguinte: "O senhor é que está fora do Leo. O senhor que veio cá fazer ontem se está a fazer as mesmas perguntas?". E a seguir, numa fase mais empolgada: "O senhor não leu o relatório, não sabe o que perguntar, o senhor não merece o ordenado que recebe e é com isso que se devia preocupar", "o senhor faz perguntas de um ignorante". Dois breves comentários: esperemos que o novo Director-Geral dos Impostos mereça o ordenado que vai ganhar; e em segundo lugar, são os ignorantes que costumam fazer perguntas, não aqueles que já sabem.

Eduardo Prado Coelho Segunda-feira, 31.Maio.2004 Público

quinta-feira, 27 de maio de 2004

O Descalabro

Pouco terei a acrescentar à notável sequência de "cartoons" de Luís Afonso nos últimos números do PÚBLICO: em meia dúzia de desenhos notáveis, Luís Afonso diz o essencial. E o essencial é simples: tudo aquilo que podíamos prever sobre as consequências de uma intervenção americana no Iraque se confirmou e excedeu as mais negras previsões. As soluções são agora complexas e constituem saídas estreitas de resultados indecisos - como Loureiro dos Santos nos explicou num brilhante artigo publicado há dias. Ou como Garcia Leandro já nos tinha exposto na televisão.

Eduardo Prado Coelho Segunda-feira, 24.Maio.2004 Público

quarta-feira, 26 de maio de 2004

Fumo branco no congresso

O congresso do PSD, no fim-de-semana, fez uma justa homenagem ao chefe tribal do Funchal. Toda a tribo do continente se desfez em elogios ao comediante de serviço. Parece que a democracia na Madeira é um exemplo a seguir por todo o país. Afinal, nos Açores é que existe o tal défice democrático. A notícia que se segue, publicada no PÚBLICO, parece desvendar o mistério do candidato social democrata. A Nação pode respirar de alívio; depois da retoma, teremos Jardim como candidato ganhador.
Finalmente viveremos em democracia plena, como na Madeira. O desenvolvimento vai alastrar a lusa pátria. Estremecemos com a notícia. Esperamos ansiosos por tão inesperada graça. Valha-nos Deus!

Se Santana Não Avançar
Jardim prepara candidatura
contra Cavaco Silva

"Alberto João Jardim, apesar de não ter assumido directamente a sua própria candidatura, garantiu que se Santana Lopes não avançar, Cavaco Silva terá um concorrente da direita na corrida a Belém. "Cavaco Silva não terá caminho livre", advertiu o presidente do governo regional no domingo passado, numa das saídas da missa, enquanto Durão Barroso, no congresso nacional do PSD, pedia um voto de confiança para "encontrar uma solução no momento certo". Se Santana Lopes desistir, afiança Jardim, "vai aparecer alguém que vai obrigar o centro e a direita a escolher entre os colaboracionistas com o regime e aqueles que defendem a afronta com esse mesmo sistema".

Tolentino de Nóbrega
Terça-feira, 25 de Maio de 2004 Público

terça-feira, 25 de maio de 2004

Arquitecturas

Ana Sousa Dias oferece-nos dos melhores momentos de televisão da actualidade. Sabe escolher os convidados e sabe conversar com eles. Segunda-feira à noite chamou para dar ao badalo o arquitecto Nuno Teotónio Pereira. Nuno faz da arquitectura uma forma de tentar fazer os outros felizes. Os seus projectos são feitos de dentro para fora. A principal preocupação é colocar as pessoas em locais onde se sintam pessoas. Falou do abandono dos centros das cidades e do flagelo da ocupação dos campos por ideias de desenvolvimento que ficaram ultrapassadas antes de passarem ao debate sobre os erros urbanisticos. Mais um bom momento de televisão.
JTD

segunda-feira, 24 de maio de 2004

Monarquia em bikini

O casamento real provocou uma onda de revivalismo monárquico no nosso país. Há quem tenha saudades de um passado em constantes salamaleques pelas cabeças coroadas reinantes. Até Marcelo Rebelo de Sousa falou no referendo. Não há razões para nos preocupar-nos, como tudo o que não tem importância, isto também passa. Eduardo Prado Coelho escreveu uma divertida crónica no Público de hoje, que acaba assim:
"Mas a grande cena era no café. Aqui todos os fantasmas vinham ao de cima e cruzavam-se numa vozearia feita de incomunicabilidade. Um homem interrogava-se num tom de reflexão sobre as fraquezas humanas: "que levará uma mulher a deixar tudo o que tem graça e a não poder mais andar de bikini?". E repetia: "porque ela já não pode andar de bikini", como se fosse uma alienação dramática que sintetizava todo anacronismo da monarquia. Mas de uma outra mesa uma mulher proclamava: "Estes não são como os nossos políticos. Em Portugal qualquer pessoa pode ser político, sabiam? Estes são ensinados desde pequenos a governarem". Era pena que o princípio democrático não lhe fosse óbvio, mas não me dei ao trabalho de abrir um debate de fundo. Limitei-me a notar que na Europa governavam pouco, era mais uma coisa simbólica. Como a senhora vivia em plena terra dos símbolos, a existência destes tornava-se imperceptível. "Ela, a rainha, não é como estas nossas foleiras que usam um vestido e depois deitam-no fora ou dão às criadas. Disse-me uma amiga minha que ela aproveita os tecidos e com eles faz vestidos novos.". Comovi-me logo com a ideia da rainha, de dedal e linha na mão, a passajar os vestidos na sala de estar do palácio real enquanto sua alteza real vê a televisão.

Como irá fazer Letízia com os vestidinhos das festas? Uma coisa já nós sabemos: não os vai transformar em bikinis..."

Eduardo Prado Coelho Segunda-feira, 24.Maio.2004 Público

quarta-feira, 19 de maio de 2004

reBlogue

Ou há moralidade... 
A presidente da Câmara municipal de Leiria diz que esta cidade não é menos do que Viseu e que por isso também quer uma universidade pública. Tem toda a razão. Dado que para criar novas universidades não é preciso que elas sejam necessárias nem que se justifiquem os seus custos, penso que depois de Viseu todas as demais capitais de distrito devem ter uma, devendo o Governo oferecê-las imediatamente a Viana do Castelo, Bragança, Leiria, Santarém, Setúbal e Beja.
Proponho mesmo que doravente seja aditado um novo direito fundamental à Constituição, a saber, o direito a ter uma universidade pública ao pé da porta. Nisto não pode haver filhos dilectos e enteados desprezados..
Vital Moreira
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    Santana sentino

    Cartaz de Santana Lopes para os estrangeiros que nos visitam: "Benvindo a Lisboa". Felizmente os estrangeiros não vão dar pelo erro.
    Daniel Oliveira Barnabé

    segunda-feira, 17 de maio de 2004

    reBlogue

    Mourinho para o Chelsea, já!

    Criança na vitória, criança na derrota. O guerreiro treinador do Porto, José Mourinho, não sabe perder. Acha que o seu clube perdeu por culpa do árbitro, que Jorge Costa foi mal expulso, que o segundo golo do Benfica não foi legal. Mas Mourinho bem podia reconhecer, pelo menos para dentro da sua consciência, esta evidência: o jogo esteve bom até ao fim da primeira parte. Na segunda, as duas equipas tentaram essencialmente acertar nas canelas do adversário e usaram a velha táctica de ganhar nos cartões. E, neste particular, o Porto até mostrou maior vontade de vencer. Depois de Fernando Aguiar ter mostrado o caminho com Derlei (agressão que o árbitro não viu e, pelo que se viu na TV, única verdadeira injustiça cometida contra o Porto ontem), foi Jorge Costa, foi Maniche, foi Nuno Valente a irem às pernas ou a entrarem à cotovelada. Mourinho não tem de queixar-se de nada a não ser da indisciplina dos seus jogadores: à volta da bola pode valer tudo, mas dentro do campo, não. Que vá rapidamente fazer declarações incendiárias para os tablóides britânicos, é o meu sincero desejo.
    André Belo Barnabé

    sexta-feira, 14 de maio de 2004

    Exercícios de memória


    A intervenção de José Eduardo Agualusa na escola Bocage, em Setúbal, foi memorável. O escritor exercitou as suas memórias, transformando-as em sumarentas histórias; relatos de vida. A participação dos alunos foi surpreendente. Memorável, mesmo.
    Já que falamos de memória, aqui vai um extracto do capítulo "Vidas Irrelevantes", do seu mais recente livro: "O Vendedor de Passados".

    "A memória é uma paisagem em movimento. Vemos crescer por sobre as acácias a luz da madrugada, as aves debicando a manhã, como um fruto. Vemos, além, um rio sereno e o arvoredo que o abraça. Vemos o gado pastando lento, um casal que corre de mãos dadas, meninos dançando o futebol, a bola brilhando ao sol (um outro sol). Vemos os lagos plácidos onde nadam os patos, os rios de águas pesadas onde os elefantes matam a sede. São coisas que ocorrem diante dos nossos olhos, sabemos que são reais, mas estão longe, não as podemos tocar. Algumas estão já tão longe, e o comboio avança tão veloz, que não temos a certeza de que realmente aconteceram. Talvez as tenhamos sonhado. Já nos falta a memória, dizemos, e foi apenas o céu que escureceu."

    O lançamento deste magnífico livro é na próxima terça-feira, dia 18, depois das vinte e duas horas, na discoteca "Com Vento", em Santos.
    A apresentação será feita por António Lobo Antunes (Tudo pode acontecer).
    Lá estarei para dar um abraço ao meu amigo José Eduardo Agualusa. A noite promete.

    Titulo: O VENDEDOR DE PASSADOS
    Autor: José Eduardo Agualusa
    Capa: Henrique Cayatte
    Edição: Dom Quixote

    JTD


    quinta-feira, 13 de maio de 2004

    O ranhoso e o rançoso

    Ontem, quarta-feira à noite, no Lux. Lançamento do mais recente livro de Eduardo Prado Coelho, desta vez em diálogo com Ana Calhau.
    Um livro de partilha afectiva e de grande labor estético. Titulo: "DIA POR AMA".
    Apresentação feita por Helena Vasconcelos e Henrique Cayatte. Serviço competente e bem humorado.
    Depois das oratórias elogiosas e dos agradecimentos por parte dos autores, passa-se ao habitual convívio de copo na mão. Circunstância que se desenvolve muito agradavelmente graças à simpatia de Manuel Reis e seus colaboradores.
    Entre os convidados estavam Vasco Graça Moura e António Mega Ferreira. Não se viam, segundo o cumprimento inicial, hà já algum tempo. Diz Mega para Vasco: "Então você chamou-me ranhoso? Disse que a esquerda era ranhosa?" Que não, diz Vasco "Eu disse a esquerda parlamentar, não me referia a toda a esquerda". "Ah, bom", reponde Mega, "É que eu ia responder-lhe: Na classificação de esquerda e direita basta trocar uma letra; se a esquerda é ranhosa a direita é rançosa".
    Os senhores "Expo" lá continuaram no seu animado diálogo. A amizade pode não ter ideologia.
    JTD

    terça-feira, 11 de maio de 2004

    Vendedor de Passados

    O escritor angolano José Eduardo Agualusa, vai estar em Setúbal, na Escola Secundária Bocage (antigo liceu), na próxima Quinta-feira. Agualusa é um dos mais importantes escritores de lingua portuguesa da actualidade. É também autor de saborosíssimas crónicas na Pública (separata do Público, aos Domingos).

    O convite para este encontro com o escritor, partiu da associação de pais da escola, e destina-se a proporcionar aos alunos um contacto directo com um autor, cujos textos foram estudados ao longo do ano lectivo.

    José Eduardo Agualusa acaba de publicar mais um livro. Titulo: "O Vendedor de Passados". Segundo a nota do editor, trata-se da história de "Félix Ventura. Um senhor que escolheu um estranho ofício: Vendedor de passados falsos. Os seus clientes, prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana, têm o futuro assegurado. Falta-lhes, porém, um bom passado. Félix fabrica-lhes uma genealogia de luxo, memórias felizes, consegue-lhes os retratos dos ancestrais ilustres. A vida corre-lhe bem. Uma noite entra-lhe em casa, em Luanda, um misterioso estrangeiro à procura de uma identidade angolana. E então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começa a acontecer. Sátira feroz, mas divertida e bem humoprada, á actual sociedade angolana, - O Vendedor de Passados - é também (ou principalmente) uma reflexão sobre a construção da memória e os seus equívocos."

    O encontro com Agualusa é às cinco horas da tarde, no auditório José Saramago. Apesar de estar destinado aos alunos, quem quiser aparecer, será recompensado com uma agradável conversa, disso não tenho dúvidas. É bom ouvir este escritor, que para além de escrever superiormente é também um admirável contador de histórias.
    Sejam bem-vindos.

    JTD

    segunda-feira, 10 de maio de 2004

    reBlogue

    A Madeira fora da União Europeia!? 
    No encerramento do congresso do PSD - Madeira, Alberto João Jardim afirmou que em 2008 a Madeira terá de decidir se lhe interessa continuar na União Europeia ou não, dependendo isso da continuidade da atribuição de fundos comunitários. Para além da insólita ideia de a Região poder decidir sobre tal assunto, a simples ligação da permanência na UE ao recebimento de fundos deixa entender bem a natureza da adesão europeia de Jardim, puramente venal, como se vê.
    Embora ele não o tenha dito, é evidente que com a mesma lógica ele poderia dizer também que algures no futuro a Madeira decidirá se lhe interessa continuar ou não integrada na República Portuguesa, dependendo isso da continuidade da recebimento dos chorudos fundos do orçamento do Estado, como até agora...
    Se fosse permitido um pensamento cínico seria caso para dizer: antes cedo do que tarde!
    Vital Moreira
  • Causa Nossa
  • sábado, 8 de maio de 2004

    Ólhó Daniel, Ólhó Daniel...

    A um padre brasileiro, saiu-lhe na rifa uma paróquia portuguesa. Ouvi isto na SIC, nas noticias das oito.
    O dito padre canta que se desunha. Canta mal, é certo. Mas canta na missa, e com a ajuda da técnica lá gravou um CD. O disco é ridículo, mas o que é isso? No país do Frei Câmara todas as demonstrações de fé são uma ajuda para a boa vontade entre os homens. Portanto, o padre fez muito bem. Dizem-me as notícias que em pequeno queria ser palhaço. Deus não dorme...

    JTD

    sexta-feira, 7 de maio de 2004

    reBlogue

    Notícias da pedófililia

    Só me deu vontade de partir a televisão...
    Ontem, ao chegar a casa e ligar a televisão, fui bombardeado com a notícia da prisão domiciliária de Carlos Cruz. Ora, pensei eu, qual é o melhor canal para me irritar com as tiradas brilhantes dos jornalistas? TVI, pois claro. Tomei dois calmantes e lá mudei eu para o ex-canal de inspiração cristã.
    Depois de me rir um pouco com algumas perguntas e teorias dos 'jornalistas', eis que chega um carro à porta da casa de Carlos Cruz. Abre-se o vidro e aparece Lili Caneças, a própria em carne, plástico e osso.
    Este foi o diálogo travado entre a repórter da TVI e a tia Lili:

    TVI - Lili, Lili, em directo para a TVI, veio felicitar Carlos Cruz pela sua saída da prisão?
    LC - Eu sou muito amiga do Ricardo Sá Fernandes e venho felicitá-lo pelo excelente trabalho que fez. Eu nem conheço o Carlos Cruz muito bem...
    TVI - Mas então... e Carlos Cruz?
    LC - Pois, como lhe disse, eu nem o conheço muito bem, venho apenas felicitar o Ricardo.
    Foi nesta altura que o efeito dos calmantes passou e estive a ponto de partir a televisão... O que esta gente faz para aparecer nas 'notícias'...

    P.S. Vou agora a casa de uma amiga minha felicitá-la pelo facto de o F.C.P. ter ganho o campeonato e estar presente nas finais da taça de Portugal e da Liga dos Campeões. É que o pai dela é amigo do Pinto da Costa e eu ao Pinto da Costa nem o conheço muito bem, só falei com ele uma vez...

    Carlos Vilela Desblogueador de conversa

    Paisagem e outros lugares


    Estou a tentar "achar" a imagem para a peça de Harold Pinter que o meu amigo João Duarte Victor vai encenar. Encontrei uma "solução" minimalista para resolver o problema. A estreia é dia 9 de Junho no teatro de bolso, em Setúbal. Espero que gostem.

    PAISAGEM E OUTROS QUADROS
    Uma peça e cinco sketches
    Traduções: Jorge Silva Melo, Pedro Marques, Paulo Eduardo Carvalho, Francisco Frazão e Graça P. Corrêa
    Encenação: Duarte Victor
    Cenografia | Imagem: José Teófilo Duarte
    Interpretes: Célia David, Carlos Rodrigues, Duarte Victor, Maria Simões, Miguel Assis, José Nobre, Sónia Martins, Susana Brito
    Produção executiva: João Gaspar
    Banda sonora e sonoplastia: Miguel Ramos
    Luminotecnia: António Rosa
    Montagem e contra-regra: João Carlos
    Guarda-roupa: Mercedes Lança
    Secretariado: Ângela Rosa

    HAROLD PINTER
    Nascido em 1930, Harold Pinter começou por ser actor (com o nome David Baron) e em 1957 escreveu a sua primeira peça, THE ROOM. Autor fundamental do teatro contemporâneo, encenou e representou em algumas das suas mais de trinta peças, que foram traduzidas e encenadas por todo o mundo. Escreveu também para rádio, televisão e cinema, onde é difícil esquecer a colaboração com Joseph Losey. Recebeu já diversos prémios e distinções: recentemente, o título de Companion of Honour da Rainha.
    In Artistas Unidos n’a capital

    JTD
    +